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Polícia Civil reduz verba para limpeza em delegacias de polícia

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Por Diogo Vargas
13/03/2018 - 17h20 - Atualizada em: 13/03/2018 - 17h21

Depois da redução na cota de combustível, o comando da Polícia Civil de Santa Catarina determinou a racionalização dos gastos com serviços terceirizados de limpeza e digitação nas delegacias de polícia pelo Estado. O valor atual de R$ 1,2 milhão mensais passará a no máximo R$ 1 milhão mensais.

A redução foi comunicada na sexta-feira em ofício aos delegados regionais. Responsável pela medida, o delegado-geral Marcos Ghizoni afirma ter constatado excessos de pagamentos por mão de obra que pode ser reduzida.

A Polícia Civil tem três contratos para limpeza e digitação. Um com a empresa Profisser no valor de R$ 494 mil ao mês, outro com a Aflodef de R$ 35 mil ao mês e um terceiro com a Ondrepsb de R$ 707 mil ao mês.

A adequação, segundo a Delegacia Geral, teve como base instrução normativa sobre metragem x funcionários do Ministério do Planejamento, que traz como média 500 metros quadrados para cada quatro horas de serviço.

Segundo o delegado-geral, a adequação também foi feita com base na mudança de horário de atendimento de algumas delegacias. Ghizoni garantiu que em casos de necessidade haverá análise pontual. Para isso, destacou a importância do papel de gestor e de zelo do delegado com a situação da unidade policial.

– São recursos que podemos economizar, por exemplo, para a compra de viaturas novas e o reaparelhamento policial em geral – disse Ghizoni, convicto que os ajustes contratuais são necessários diante da dificuldade financeira.

A redução nas despesas está circulando entre alguns policiais nos bastidores como uma medida que colocaria em contradição a bandeira de que investimento em segurança é prioridade pelo atual governo.

No final de janeiro, o delegado-geral reduziu em 20% as cotas de combustíveis das viaturas da Polícia Civil. Na época, afirmou ter detectado excessos após análises de contratos e garantiu que a investigação e o atendimento dos crimes não seriam prejudicados. Ghizoni disse nesta terça ao DC que a medida deu certo e não tem recebido reclamações dos policiais.

Sindicato afirma que irá fiscalizar

O interventor do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) de Santa Catarina (Sinpol), Tiago Lemos, não tinha conhecimento da redução da verba para a limpeza nesta terça-feira à tarde. Ele afirmou que a entidade irá fiscalizar e acompanhar a situação para ver se haverá ou não impactos negativos com a medida.

Sobre a redução na cota de combustível, Lemos disse que o Sinpol buscará audiência com a chefia da Polícia Civil e com o secretário de Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, na tentativa de rever a decisão. Lemos comenta que há reclamações no âmbito interno da instituição de que a diminuição estaria sacrificando investigações.

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