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Sargento catarinense participa das negociações em movimento da PM no Rio Grande do Norte

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Por Diogo Vargas
09/01/2018 - 13h09
Elisandro Lotin está em Natal e representa a Associação Nacional dos Praças
Elisandro Lotin está em Natal e representa a Associação Nacional dos Praças
(Foto: )

O sargento da Polícia Militar catarinense, Elisandro Lotin, presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra) está em Natal, no Rio Grande do Norte, desde domingo. O Estado passa por crise de segurança pública há três semanas em razão de movimento de policiais militares e civis, que estão em suas bases e pouco saem às ruas para o atendimento de ocorrências - eles reivindicam pagamento de salários atrasados e melhores condições de trabalho.

Lotin representa a Anaspra e participa desde segunda-feira das reuniões de negociação com o governo do Estado do Rio Grande do Norte. Por telefone, ele comentou alguns pontos do impasse e disse que a situação está indefinida. Lotin também fez um alerta sobre a condição de trabalho dos PMs em Santa Catarina. Confira alguns trechos sobre a passagem do policial em Natal:

Primeira impressão:

“O povo está apavorado, as pessoas estão com medo nas ruas. Os policiais estão nos quarteis e apenas algumas ocorrências estão sendo atendidas. Se ligar para o 190 não tem viatura”.

Exército

“Vi alguns caminhões do Exército nas ruas, mas eles não abordam, não atendem ocorrências. Estão fazendo um ostensivo”.

Condições de trabalho

“A PM está com salários atrasados há três meses, sem concurso público há 13 anos. Nunca vi situação de penúria tão grande e olha que ando por todo o Brasil. As viaturas estão caindo aos pedaços, sem freio, sem pneus e com licenciamentos vencidos há cinco anos. A sala do comandante do 4º Batalhão aqui é pior que a sala em que estava preso o soldado Mota (autor da morte do surfista Ricardinho) em Joinville”.

Violência

“Aqui tem facção, assim como tem em SC. Ontem fui num enterro de um PM de folga executado com nove tiros pelas costas. A violência cresceu significativamente nos últimos 10 anos”.

Alerta para Santa Catarina

“Na minha opinião isso aqui é um alerta para Santa Catarina. Temos sim uma condição diferenciada de salários, mas fica o alerta das condições de trabalho. A frota da PM de Santa Catarina está ultrapassada, temos deficiências de colete e precisamos de armamento mais moderno”.

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