Josyane Magalhães
Josyane Magalhães (Foto: Arquivo pessoal / Divulgação)

Quando publico aqui sobre as necessidades de pensarmos coletivamente quanto ao bem-estar e à saúde, me refiro a essas paradas que vem rolando, por exemplo, dentro do IFSC, em Florianópolis. Mulheres pretas grávidas estão recebendo atenção de professores e alunos da instituição. Por isso, com muito orgulho dou detalhes do projeto. Principalmente porque este é um exemplo do nós por nós que tanto acredito.

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Para injetar autoestima e empoderar essas gestantes, o projeto se propõe a estimular a construção do plano de parto como uma ferramenta de promoção à saúde, baseada no conhecimento das boas práticas de atenção ao parto e nascimento, bem como das intervenções obstétricas desnecessárias.

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Além disso, estimular a amamentação e oferecer desde a gestação importantes informações que facilitarão esse processo, além de um suporte remoto para as mulheres que necessitarem. E, ainda, como uma forma de visibilidade, promoção da autoestima, pertencimento e redução das desigualdades, o projeto oportunizará um registro fotográfico destas gestantes e bebês durante a gestação e pós.

Trabalho de acolhimento

Curtiu a parada? O Curso Técnico de Enfermagem do IFSC – Campus Florianópolis, desenvolve ao longo dos anos um trabalho de acolhimento, capacitação e empoderamento de gestantes e seus familiares.

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As ações a serviço da comunidade permitiram ao grupo de docentes identificar durante as atividades de extensão o reflexo da sociedade, onde indivíduos mais vulneráveis possuem pior acesso às informações e serviços de saúde. E, neste contexto, verificou-se uma baixa participação de mulheres negras nas atividades supracitadas quando comparadas às brancas.

Evelise Souza
Evelise Souza (Foto: Arquivo pessoal / Divulgação)

Segundo estudos do grupo, esta desigualdade de acesso e atendimento pode gerar nas gestantes uma experiência de gestação e parto negativa. Da mesma forma, é perceptível identificar que o acesso aos registros fotográficos e de vídeo ocorrem de forma desigual entre as pessoas brancas e negras ao longo de suas vidas, e isto também se acentua no período de gestação e pós-parto. Esses serviços geralmente são contratados com valores altos, o que na maior parte das situações é uma importante barreira para essas gestantes e suas famílias.

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Diante desses fatos, a galera do Curso Técnico de Enfermagem do IFSC criou o projeto “A Cor do Amor”, que é voltado às mulheres negras que, por sua cor de pele, sofrem com as desigualdades de gênero e com o racismo estrutural que permeiam todas as relações, sobretudo às de cuidado à saúde.

Confira aqui como se inscrever.

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