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Adoção

Irmãs lageanas são adotadas por famílias americanas

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Por Eduarda Demeneck
06/12/2018 - 10h20 - Atualizada em: 06/12/2018 - 10h56
Crédito: Divulgação

Quatro irmãs que estavam no abrigo de Lages foram adotadas por duas famílias que moram nos Estados Unidos. Recente as meninas de cinco, sete, nove e 15 anos viajaram para o novo endereço. Na chamada adoção casada ou compartilhada existe o compromisso de manter a relação entre os irmãos. Um dos casais ficou com a mais nova e a adolescente. A outra família, com as duas meninas do meio. Lá, eles devem possibilitar que elas convivam de alguma forma, seja mantendo contato por telefônico, troca de mensagens ou em encontros presenciais.

“Como a ideia é sempre manter os irmão juntos, fizemos a busca por pretendentes que aceitassem principalmente a adolescente. Não havendo habilitados no Brasil, pedimos a ajuda da CEJA” (Comissão Estadual Judiciária de Adoção), conta a assistente social que participou do processo, Sumaya Dabbous 

Crédito: Divulgação

O CEJA tem uma lista com os pretendentes internacionais e onde os pedidos se centralizam. O contato com as futuras famílias durou cinco meses. Os casais estiveram em Santa Catarina e por trinta dias eles ficaram no estágio de convivência. Com autorização do juiz Ricardo Alexandre Fiúza, titular da Vara da Infância e Juventude, eles puderam sair com as meninas para uma viagem ao litoral catarinense, como uma forma de se conhecerem melhor. Durante dois anos o caso será acompanhado pela justiça. A cada seis meses as famílias precisam enviar um relatório com informações de profissionais das áreas da saúde, educação e psicologia. A agência que representa os casais no Brasil é quem fará o contato com a justiça catarinense. No Brasil, o interesse por adolescentes ainda é pequeno, em Santa Catarina 80% dos 3 mil inscritos para adoção querem bebês. Campanhas do judiciário tentam mudar essa realidade, o programa de Apadrinhamento Afetivo é uma delas. A iniciativa dá aos candidatos à adoção a possibilidade de se tornarem padrinhos de uma criança ou adolescente, além de aproximar futuros adotantes ao espaço de acolhimento. Leia também: Surra de abandonos: a devolução de crianças aos abrigos pelas famílias que as acolheram

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