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Entrevista

“Às 5h da manhã de 1º de outubro vamos operar no novo terminal”, diz CEO da Floripa Airport

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Por Estela Benetti
18/04/2019 - 05h35 - Atualizada em: 18/04/2019 - 05h35
Tobias Markert, CEO da Floripa Airport. (Foto: Estela Benetti / Divulgação)

A precisão suíça da Floripa Airport, empresa do Grupo Zurich Airport, permitirá concluir o novo terminal do Aeroporto Internacional Hercílio Luz em 30 de junho. A inauguração será em 1º de outubro, independentemente da conclusão ou não da via de acesso, informou nesta quarta-feira o CEO da empresa, Tobias Markert (foto). Além da movimentação de passageiros, o novo aeroporto será um local para lazer e compras e, no médio prazo, terá uma "cidade" ao seu redor, com hotéis, escritórios, centro de convenção e outros serviços. Saiba mais na entrevista a seguir.

Se a via de acesso realmente atrasar, a Floripa Airport vai manter o início das operações do novo aeroporto para 1º de outubro? E qual foi a reação do senhor diante do possível atraso?

Certamente, nós vamos inaugurar o terminal em 1º de outubro. Eu fiquei muito surpreso com a declaração do secretário de Infraestrutura do Estado, Carlos Hassler, sobre a conclusão em 30 de outubro porque eu participei de uma reunião com o govenador e acertamos, em comum acordo, que a inauguração seria no início de outubro com a via de acesso pronta (pista simples). Mudamos a nossa inauguração de 1º de agosto para 1º de outubro. Isso foi uma ação conjunta com o governador, então ficamos surpresos com a declaração recente do secretário. Ele estava presente na reunião. Talvez ele tenha esquecido. Nós gostaríamos que ele nos comunicasse sobre essa mudança, mas ainda não formos informados.

Qual será o trajeto a ser utilizado até o aeroporto se a via não estiver pronta e quanto tempo mais será necessário para chegar ao terminal?

No momento, há apenas uma via para se chegar ao Sul da ilha, que é a SC-406 e, para chegar até ela, você precisa utilizar a SC-405. A gente sabe que a 405 está bastante congestionada. A prefeitura conseguiu entregar o viaduto do trevo do Rio Tavares. Isso aliviou um pouco o trânsito, mas não resolveu. Nós fizemos estudos independentes. Se o acesso tiver que ser realizado pela 405, será necessário uma hora a mais nos horários de pico para fazer o trajeto do Centro até o novo terminal.

Quanto por cento da obra já está pronta e quando serão os testes?

Atualmente, cerca de 80% da obra do terminal está pronta. O nosso cronograma da obra continua sendo cumprido como planejado no início. Embora a inauguração tenha sido adiada para o início de outubro, a obra estará concluída até o final de junho, daqui a 75 dias. É claro que precisamos fazer testes após a obra concluída para ver como tudo vai funcionar. Isso é necessário porque há uma mudança do antigo terminal para o novo. A mudança terá que ser feita na madrugada, ou seja, apaga-se as luzes do antigo terminal e às 5h da manhã de 1º de outubro, uma terça-feira, vamos começar a operar no novo terminal. Por isso teremos que fazer vários testes, mas teremos três grandes testes integrais, que envolvem pessoas e bagagens.

Se a empresa tivesse que atrasar um mês a inauguração, quais seriam os prejuízos?

Nós queremos operar no novo terminal o mais rápido possível porque, financeiramente, ele nos trará mais receita do que o antigo. Há várias razões para que isso aconteça. Teremos mais lojas, mais restaurantes e serviços que trarão mais receitas. O novo terminal, pronto e parado precisa ser cuidado. O custo de manutenção dele, fechado, é em torno de R$ 1 milhão por mês.

O que está previsto para as áreas de lojas e restaurantes no novo terminal?

A área para isso será muito maior do que a do terminal atual. Isso é fantástico para o público, que terá mais ofertas. Poderemos ter uma maior variedade de marcas locais, nacionais e internacionais. Daqui a um mês vamos anunciar quais serão as lojas que estarão no novo aeroporto, mas posso adiantar que teremos uma boa variedade de marcas locais, mas também internacionais.

O novo terminal terá novos voos?

Apenas o início das atividades do novo terminal não vai trazer novos voos. Não temos planejamento de novos voos em função da inauguração. Há outros fatores que têm papel fundamental para atrair novos voos para Florianópolis.

Na sua opinião, o que seria possível fazer no setor turístico para atrair mais visitantes?

Para mim, é preciso fazer mais marketing do que já temos em Florianópolis e também melhorar a infraestrutura. Tanto Florianópolis quanto o Estado de Santa Catarina têm muito a oferecer no turismo. Podemos fazer um esforço maior para divulgar essas atrações que temos. E, às vezes, há outras ferramentas para usar nessa atratividade. Uma delas é o próprio ICMS que outros Estados estão utilizando. Nós ficaríamos muito satisfeito se fossemos incluídos nessas discussões. Como temos (Grupo Zurich Aiport) vários aeroportos ao redor do mundo, podemos contribuir muito.

Como avalia a proposta do governo do Estado para incentivo de ICMS ao combustível de aviação?

É importante que essa redução da taxa de ICMS não seja um presente para as companhias aéreas, mas um incentivo. Porém a proposta, como colocada, acaba sendo um presente para companhias aéreas que já estão atingindo quatro ou seis terminais. Então, não causa um incentivo para que trabalhem mais. Na verdade, a gente acredita que uma proposta com incentivo maior para diversificação de voo, seria melhor. Isso não está previsto na proposta de SC.

O que está previsto para as áreas de lojas e restaurantes no novo terminal?

A área para isso será muito maior do que a do terminal atual, o que é fantástico para o público, que terá mais ofertas. Poderemos ter uma maior variedade de marcas. Daqui a um mês vamos anunciar quais serão as lojas que estarão no novo aeroporto, mas posso adiantar que teremos uma boa variedade de marcas locais, mas também nacionais e internacionais.

O aeroporto também será uma opção de passeio para quem não vai viajar?

O nosso objetivo não é construir um aeroporto só para os passageiros, mas também que seja um local de passeio para o público, num modelo que chamamos “A place to be” (em tradução livre: um lugar para estar). Então, é um lugar também para visitantes. Estamos construindo um terraço sobre o píer voltado para famílias que desejam passear no aeroporto para observar pousos e decolagens de aeronaves, fazer compras ou frequentar restaurantes. Também estamos estudando a instalação de ciclovias, pistas para corrida e outras opões de entretenimento no entorno. Tudo isso faz parte do projeto de tornar o aeroporto um Place to be.

Terá uma estrutura urbanística próxima?

Junto com essa concessão de 30 anos, não temos somente o terminal em si. Temos 1,5 milhões de metros quadrados de área disponível para a concessionária e somente uma pequena parte será usada para o terminal e para a operação em si. Estamos estudando como aproveitar essa área. Podemos ter hotéis, centro de convenção, escritórios, áreas de entretenimento. Há uma tendência mundial de cidade aeroportuária, ou seja, os terminais atraem em torno de si uma infraestrutura urbana. Para Florianópolis é uma excelente oportunidade porque isso não vai ser bom apenas para o aeroporto, mas para todo o Sul da Ilha. A primeira coisa que vamos fazer é um masterplan. Se algum investidor estiver interessado em desenvolver algum projeto, estamos abertos para sugestões.

O que pode melhorar no Sul da ilha com o aeroporto novo?

Não só com a operação aeroportuária, mas com todo esse “A place to be” ao redor vamos trazer mais oportunidades de desenvolvimento para a região. Mas a prefeitura precisa ter muito cuidado com o planejamento urbano porque pode ocorrer um crescimento desordenado. É importante cumprir o plano diretor para a região.

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