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CNI realiza imersão no ecossistema de tecnologia e inovação de Florianópolis

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Por Estela Benetti
05/08/2022 - 18h04 - Atualizada em: 05/08/2022 - 21h18
CNI, Divulgação
Grupo de empresários da indústria visita o Instituto Senai de Inovação de Florianópolis (Foto: CNI, Divulgação)

O Startup Summit, maior evento do segmento no Brasil, e o polo empresarial de tecnologia de Florianópolis motivaram a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realiza o Prêmio Nacional de Inovação junto com o Sebrae, a incluir a capital de Santa Catarina no 26º Programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação. Além de executivos das instituições, participaram líderes de empresas que conquistaram o prêmio este ano.

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Na programação de cinco dias, três dias foram em Florianópolis. A agenda incluiu, quarta-feira, visita ao Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI), à Fundação Certi e à empresa Nanovetores, no Norte da Ilha de SC. Quinta e sexta-feira, o grupo participou, a convite do Sebrae nacional, do Startup Summit.

Antes, segunda e terça-feira, o grupo das empresas premiadas visitou instituições de inovação no Oeste do Paraná. Foi conhecer inovações tecnológicas ao agronegócio no Bioparque em Toledo, a Cooperativa Lar e Iguaçu Valley, polo tecnológico de Foz do Iguaçu.

- O Prêmio Nacional de Inovação tem uma metodologia robusta que dá visibilidade para empresas e ecossistemas com seus resultados de inovação. Queremos tornar público para o Brasil e para o mundo as boas práticas que têm sido desenvolvidas por essas instituições no fortalecimento da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – afirma Gianna Sagazio, diretora de Inovação da CNI.

De acordo com a coordenadora do Prêmio Nacional de Inovação, Mirelle Fachin, a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) que incentivou a criação do prêmio inovação em 2008, tem um programa de imersões, tanto nacionais quanto internacionais, para levar lideranças de empresas brasileiras a conhecer os hubs de inovação do Brasil e exterior.

O grupo que participou desta 26ª semana, foi também o que participou da imersão em Israel, recentemente. Segundo Mirelle, o objetivo das visitas nacionais é permitir aos empresários e empresárias conhecer o que outros estados estão fazendo em inovação, quais programas desenvolvem nessa área e como são as leis locais ao setor.

Esse é o objetivo também das missões internacionais. A coordenadora da agenda de Inovação Aberta da MEI, Rafaela Tamer Paladini, explica que a partir de parcerias com instituições no exterior, a CNI procura mostra às empresas brasileiras o que existe de mais disruptivo em inovação no mundo. As pequenas empresas vencedoras do Prêmio Nacional de Inovação vão participar de missão ao ecossistema de inovação da Irlanda e da Alemanha, em outubro deste ano.

- Valorizar a inovação das MPE e os ecossistemas de inovação neste período de tantas dificuldades é também incentivar e inspirar a retomada da economia brasileira – disse o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, que também esteve no Startup Summit.

Entre os empresários que participaram da imersão estão Maitê Lang, fundadora da Nugali Chocolates, de Pomerode, que este ano recebeu o prêmio na categoria Média Empresa, em Produto. Ela avalia que a Nugali foi premiada pelo conjunto de ações, numa indústria tradicional de chocolates. Uma das inovações foi a substituição de plásticos descartáveis nas embalagens. Ela avalia como relevante as imersões da CNI.

- Quando a gente foi para Israel e eles mostraram algumas soluções deles para o agro, você fala assim: nossa, Uauh! Mas na hora que a gente foi para o Iguaçu Walley e viu as soluções que estão fazendo para o agro, ali no Oeste do Paraná, um lugar de difícil acesso, difícil de atrair talentos, você fala: meu Deus, a gente está muito na frente. Tem muitas iniciativas no Brasil. Essas imersões nos ajudam a perceber que tem muita coisa no país – afirmou Maitê Lang.

CNI, Divulgação
Grupo da imersão da CNI em visita à Nanovetores
(Foto: )

Guilherme Rosa, coordenador de Inteligência de Negócios da Nanovetores, empresa no Sapiens Parque que recepcionou o grupo da CNI em Florianópolis, elogiou a metodologia do prêmio, que avalia diversos aspectos da atividade industrial. Segundo ele, questionamentos feitos pelos julgadores da premiação são insights para aprimoramento da empresa.

A Nanovetores se destaca no mercado mundial por deter tecnologia exclusiva de capsulas de nanopartículas. São insumos usados em cosméticos e outros produtos, já exportados para dezenas de países.

Para Daniela Zanesco, head de People da Aquarela Analytics, pequena empresa de tecnologia de Florianópolis que foi uma das vencedoras do prêmio nacional, as visitas a outras empresas resultam em aprendizados, não só para a área de inovação, mas para as demais áreas das empresas. A forma de retenção de talentos é uma das áreas beneficiadas.

Segundo Mirelle Fachin, o processo de premiação da CNI é diferenciado, o que permite às empresas evoluírem constantemente. As que venceram diversas vezes fazem questão de seguir participando porque veem valor no processo e na premiação.

- A gente não reconhece a instituição pela inovação de um produto. A avaliação do prêmio é o quanto a empresa tem capacidade de inovar em produtos, em sustentabilidade, constantemente. E quando ela faz isso no longo prazo, obtém resultados frequentes – explicou a coordenadora do Prêmio Nacional de Inovação.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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