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    Entrevista

    “Começamos com um marketplace robusto, com mais de 50 mil produtos”, diz Jaimes Almeida Junior

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    Por Estela Benetti
    16/11/2020 - 07h13
    O CEO do Grupo Almeida Junior, Jaimes Almeida
    O CEO do Grupo Almeida Junior, Jaimes Almeida (Foto: Hermes Bezerra, Divulgação)

    Seis shopping centers de Santa Catarina, do Grupo Almeida Junior, acabam de ganhar operação conjunta virtual, um marketplace que reúne as lojas dos empreendimentos, contando com mais de 50 mil produtos e plano de expansão. O AJPlace, nasceu para atender não só o mercado catarinense, mas todo o Brasil num futuro próximo, informa o fundador e CEO do grupo, Jaimes Almeida Junior. Os seis shoppins da companhia – Neumarkt, Norte, Continente, Garten, Balneário e Nações – encerraram 2019 com vendas de R$ 2,4 bilhões. A mudança digital foi acelerada pela pandemia e a empresa para atender o projeto, a AJ Comércio Digital, está recebendo investimento de R$ 100 milhões em 14 meses e já oferece 60 empregos diretos. Saiba mais na entrevista a seguir.

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    Quais são os principais números do AJ Place e em que ele se diferencia de projetos do mesmo setor?

    O AJPlace já nasceu diferenciado. É o primeiro marketplace corporativo do Brasil a cobrir todos os shopping centers de uma rede de shoppings - os da Almeida Junior. Ou seja, estamos oportunizando aos nossos lojistas e a outros não presentes em Santa Catarina venderem seus produtos também no ambiente digital. Um verdadeiro ecossistema off-line e on-line integrados. Outro ponto importantíssimo é trazermos para o ambiente digital do AJPlace nossa experiência de encantar os consumidores catarinenses há dezenas de anos no ambiente físico com nossos shopping centers no Estado. Quanto aos números, já começamos com um marketplace robusto. Hoje o AJPlace tem na plataforma mais de 50 mil produtos, e mais 100 mil que estão subindo.

    Os clientes podem retirar os produtos nas lojas dos shoppings, em drive thrus nos estacionamentos dos shoppings, ou pick up points localizados nos concierges de cada shopping ou, se preferirem, podemos entregar em casa.

    Quanto o grupo está investindo nesse projeto e que mercados serão atendidos?

    Os investimentos em plataformas digitais robustas são muito altos quando bem estruturados. Vamos investir R$ 100 milhões no AJPlace só nos primeiros 14 meses de operação. O foco neste primeiro momento é o estado de Santa Catarina, onde temos as nossas operações e seis delivery hubs que permitem entregas em até 24 horas nas regiões sul e norte do estado. Fora destas regiões e em outros estados do Brasil, as entregas ocorrem em até três dias. Mas temos projetos ambiciosos e queremos escalar a AJPlace no curto prazo para todo o Brasil com foco em produtos de lojistas das regiões Sul e Sudeste.

    Qual é a meta de vendas online do grupo?

    Ainda é cedo para fazer projeções de metas. O mercado de compras on-line vem crescendo absurdamente no mundo e no Brasil e as pessoas querem comodidade, mas sem precisar abrir mão de uma experiência memorável de compra. Não é porque você compra on-line que precisa receber o produto de qualquer jeito. O que podemos dizer neste momento é que as pessoas estão se surpreendendo com a experiência de comprar, de poder retirar o produto num lugar agradável, com praticidade, ou recebê-lo numa embalagem diferenciada em casa em até um dia após a compra. Já entramos com muitas ofertas de lançamento no “esquenta Black Friday” e as vendas estão acima do esperado para esta primeira semana. Importante registrar que todo negócio novo e com muita tecnologia cresce e melhora a cada dia. Sabemos que o AJPlace melhora a cada dia na oferta de produtos e na entrega de novas experiências aos consumidores.

    Como está a retomada de vendas dos shoppings em SC?

    Os números mostram que estamos melhores agora do que em 2019. Pegando o mês de outubro, por exemplo, vendemos 92% comparado a outubro do ano passado. Isso não é nada considerando que ainda existem limitações operacionais em função do decreto estadual por conta da pandemia. Neste segundo semestre já sentimos um ânimo maior do consumidor para ir às compras. Estamos nos aproximando de duas datas muito importantes para o varejo (Black Friday e Natal) com o AJPlace, que é uma ferramenta que vai alavancar as vendas de nossos lojistas.

    Por que o grupo adiou a abertura de capital na bolsa (IPO) e quando planeja apresentar o plano novamente?

    De um dia para o outro a agenda do mundo foi derrubada por um vírus. Obviamente não fazia sentido manter a oferta. Esse é um plano que deverá ser retomado no segundo semestre de 2021 já com a Almeida Junior digitalizada e com muito mais valor agregado à companhia. Nosso foco no momento é essa grande transformação digital da empresa, concretizada com o AJPlace.

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