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Criptomoedas versus ações: empresário fala de vantagens e desvantagens

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Por Estela Benetti
05/04/2019 - 23h29 - Atualizada em: 08/04/2019 - 09h45

Florianópolis sedia neste sábado (06), no Lagoa Iate Clube (LIC) a quarta edição do Bitcoin Summit, um dos principais eventos de criptomoedas da América Latina. O programa previa uma batalha de investimentos em bolsa de valores versus em criptomodedas. Essa disputa foi suspensa porque o investidor tradicional desistiu, mas o empresário Rocelo Lopes, promotor do evento e CEO da empresa Stratum, falou para a coluna sobre razões pelas quais há mais investidores em criptomoedas do que em ações no Brasil. A propósito, essa situação está levando o Ministério da Economia a elaborar um plano para desburocratizar o mercado acionário. Confira o que disse Rocelo Lopes sobre esses dois tipos de investimentos.

Investimentos em ações

— Para investir em ações é preciso ser um técnico, um especialista no assunto. É muito complexo e o usuário não tem transparência nenhuma. Se mudar o presidente da República pode ser que muda o valor das ações. O garoto power point (Eike Batista), que falava que tinha petróleo, as empresas X dele eram pura enganação. Então você não tem uma transparência, há um desleixo na parte de tecnologia. O próprio corretor tem uma série de receios de fazer alguma coisa errada, ser punido e perder a licença investir. Então, todas essas regras assustam o investidor, inclusive o estrangeiro. Esse vê que se mudar o presidente vai haver um colapso então pensa: estou fora. Há um protecionismo do governo brasileiro para as estatais. Então é difícil para o investidor em ações.

Investimentos em criptomoedas

— A falta de regulamentação no mercado de criptomoedas acaba atraindo o investidor porque não há uma série de normas e proibições. Se uma criptomoeda está em alta no mundo eu consigo comprar. Ninguém pergunta nada, é um mercado extremamente transparente que usa tecnologia de ponta. Se eu decidir ir embora do Brasil porque a maneira que o governo trata a criptomoeda não é boa, eu pego o meu celular com as minhas cripomoedas e vou para qualquer lugar do mundo. Se eu quiser, vou para as Ilhas Maurício, vendo lá as minhas biticoins para pagar minhas despesas.

Nós, da Stratum, fizemos um produto em Hong Kong. O usuário compra uma única criptomoeda chamada Blue, lastreada em outras criptomoedas. Então, para o investidor, a gente está facilitando. Quando você compara os dois mercados, você só vê dificuldades no convencional, de ações. No caso das criptomoedas você só vê facilidades. É claro que há falta de conhecimento sobre criptomoedas, não há um órgão regulador desse mercado, e agora? Essa é a parte boa, o mercado se autoregulamenta.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

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