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Desafios de Pinho Moreira à frente do governo de SC

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Por Estela Benetti
17/02/2018 - 09h56 - Atualizada em: 18/02/2018 - 10h18
pinho
(Foto: )

A partir deste sábado, o Estado conta com um novo governo para enfrentar os desafios de melhorar a qualidade de vida dos catarinenses. Ao receber o cargo do antecessor Raimundo Colombo nesta sexta-feira, no Centrosul, o novo governador, Eduardo Pinho Moreira, disse que sua equipe vai trabalhar para fazer mais com menos, cortar gastos correntes e reduzir a máquina pública. Será preciso ter projeto e coragem para conseguir sobrar mais recursos para setores prioritários como saúde e segurança e ainda pagar dívidas num ano de eleições. 

A exemplo de Colombo, que pontuou como maior legado de seu governo as contas em equilíbrio na fase da maior recessão do Brasil, Moreira também terá que trabalhar com foco na atividade econômica, atraindo investimentos para ter melhores resultados na geração de empregos e impostos. 

Até porque o cenário nacional não permite muita animação. A projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano, segundo o mercado, é de 2,7%. Trata-se de crescimento parecido com o obtido pelo país em 2006, de 2,9%, quando Moreira assumiu o governo também por 10 meses, sucedendo Luiz Henrique da Silveira. Só que naquele ano, não havia dívidas pendentes porque o país não tinha enfrentado uma recessão profunda antes. Hoje está mais difícil. Para se ter ideia do impacto da crise, a receita real (descontada a inflação) do Estado no ano passado foi parecida com a de 2012. 

É claro que a arrecadação de Santa Catarina, pela dinâmica da economia local, diversificada, exportadora e com mais atração de investimentos, cresce mais do que a do Brasil. As projeções são de que o PIB catarinense será maior do que o nacional, a exemplo de 2017, e que a arrecadação de 2018 deve ter alta real de 6% a 7%. 

Mas as despesas com a folha sempre crescem mais, há o rombo de R$ 4 bilhões da Previdência do Estado e, ainda, grandes dívidas não negociadas que exigem uma solução, com destaque para as das letras, Invesc e SC-401. Por isso, além de tentar conseguir recursos federais ou de outras fontes para cobrir despesas de saúde e segurança, Moreira terá que manter a posição de não elevar a carga tributária e dar atenção para a Investe SC, a agência de atração de investimentos do Estado, para atrair mais negócios e fazer a economia crescer. Também precisa acelerar a implantação dos centros de inovação, um projeto que permite criar e fortalecer empresas de tecnologia.

O período de 10 meses pode parecer pouco. Mas, com foco, o governo pode conter gastos e impulsionar a economia para ter mais receita e atender as prioridades da população.

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