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Entrevista

“Entramos no mercado de energia solar porque nossas revendas pedem muito esse produto”, diz Freitas, da Intelbras

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Estela
Por Estela Benetti
04/05/2019 - 03h15 - Atualizada em: 05/05/2019 - 13h45
José Somensi / Divulgação
Jorge Freitas, presidente do conselho de administração da Intelbras.
(Foto: )

A Intelbras, empresa que atua com soluções de segurança, redes, comunicação e energia, acaba de estrear no segmento de energia solar. As informações são do presidente do conselho de administração, Jorge Freitas, que falou com a coluna no evento do Lide SC, terça-feira (30). A companhia de São José, Grande Florianópolis, oferece 3,3 mil empregos diretos e projeta receita líquida próxima de R$ 2 bilhões para 2019.

Por que a Intelbras decidiu entrar no segmento de energia solar?

Entramos no mercado de energia solar porque nossas revendas pedem muito esse produto. Como elas já atuam nessa área a gente procurou atender. Já somos fornecedores de produtos elétricos e eletrônicos, que são importantes para esse setor. Inicialmente, focamos mais a demanda residencial e empresarial. Nossa marca é forte. Estamos fortalecendo também a participação no segmento de controle de acesso com uma nova campanha nacional.

Quando a Intelbras mudará para a fábrica nova, na SC-281?

Vamos mudar no início do ano que vem. Vamos tirar toda a produção da unidade em frente da BR-101, onde ficará apenas a área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e a administração. Vamos renovar essa unidade, fazer auditórios. Estamos ampliando também a fábrica de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas e a de Manaus, onde temos 700 colaboradores. Toda produção de CFTV fica em Manaus porque lá há incentivos.

Quanto a empresa está investindo?

Nossa estratégia de expansão está baseada em crescimento orgânico e aquisições e já iniciamos este processo. Nas áreas em que atuamos estamos crescendo e oferecendo custo-benefício bem adequado à economia brasileira.

Como está a área de pesquisa e desenvolvimento?

Estamos lançando praticamente um produto por dia. Temos uma equipe de engenharia, pesquisa e desenvolvimento com cerca de 400 pessoas, sendo 300 na nossa matriz em SC.

A Intelbras pretende entrar na bolsa?

Já fizemos uns três ensaios para ir para a bolsa (B3, ex-BMF&Bovespa), mas nas vezes em que projetamos isso o mercado teve dificuldades. Eu gosto dessa ideia. Talvez em 2021 a gente vá. Financeiramente não é o nosso caso, é mais para diluir, ter mais sócios. A empresa fica mais exposta globalmente, mais controlada, tem a CVM, tem os analistas. Já tivemos como sócio o BNDESPar. Eu, como presidente do conselho, gostava muito da presença de mais um sócio para ajudar na administração

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

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