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    Governo sanciona R$ 12 bi ao Pronampe e Senado derruba veto a inadimplentes

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    Por Estela Benetti
    20/08/2020 - 06h28
    Senador Jorginho Mello
    Senador Jorginho Mello critica bancos por não alavancarem crédito ao Pronampe (Foto: Senado, Divulagação)

    Após longa espera por parte das empresas, o presidente Jair Bosonaro sancionou novo aporte de recursos ao Pronampe, no valor de R$ 12 bilhões, que deve ser liberado a partir da próxima semana. Uma novidade ao Pronampe foi a derrubada do veto pelo Senado a empréstimos para empresa inadimplente. A medida precisa ser aprovada também na Câmara. Senador Jorginho Mello (PL-SC), autor do projeto do Pronampe, critica bancos por não emprestarem além do limite do fundo garantidor. Disse que isso é 'falta de ser brasileiro'. 

    A princípio, essa questão de emprestar para inadimplente pode parecer insegura, mas em Santa Catarina, por exemplo, muitas empresas que estavam trabalhando normalmente, ficaram inadimplentes porque tiveram que parar de vender durante a pandemia. Passado esse período, poderão retomar atividade e pagar o empréstimo. É claro que cada caso é um caso e cabe à instituição financeira avaliar se o negócio terá continuidade no futuro. Esse problema ocorre, principalmente, com empresas do setor turístico e de eventos que envolvem presença coletiva de público.

    Sobre o novo aporte ao Pronampe, a expectativa é de que, mais uma vez, não seja suficiente e que os recursos serão emprestados logo. Muitos empréstimos já estão aprovados nos bancos, faltando apenas a chegada do dinheiro federal com garantia total por ser recurso de fundo garantidor.

    Após a sanção presidencial dos R$ 12 bilhões, o senador Jorginho Mello (PL-SC) alertou que os bancos precisam emprestar além do limite para ampliar a oferta de crédito às empresas.Afinal, o dinheiro liberado é de um fundo garantidor e é possível ampliar essa oferta porque os tomadores de empréstimo vão pagar.

    -Precisamos convencer os bancos que eles precisam alavancar. Não é só emprestar do fundo garantidor. Isso é uma falta de ser brasileiro. Além disso, tem o veto à inadimplência. Eu acho um absurdo não ter consideração com as pessoas que estão com dificuldades. Dá uma chance para que o empresário recupere o seu negócio, os empregos, e o crédito – disse Jorginho, ao observar que o presidente Bolsonaro e o Congresso reconhecem que o Pronampe foi a única linha de crédito que chegou na ponta.

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