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Inteligência artificial versus empregos: quando as pessoas são substituídas por robôs

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Por Estela Benetti
10/04/2019 - 04h00 - Atualizada em: 10/04/2019 - 05h15
O que preocupa nesse admirável mundo novo é a velocidade com que equipamentos estão substituindo o seres humanos no mercado de trabalho. (Imagem: Eduardo Oliveira / Zero Hora)

A evolução da tecnologia tem proporcionado melhorias extraordinárias para a humanidade e ao planeta. Vivemos hoje o que se pode considerar um certo auge do mundo digital. Uma das protagonistas desse progresso é a inteligência artificial, que consiste em sistemas ou máquinas que substituem a inteligência humana.

O que preocupa nesse admirável mundo novo é a velocidade com que robôs e outros equipamentos estão substituindo as pessoas no trabalho. O risco é o aumento no número de desempregados se as pessoas, independentemente da idade, não forem preparadas para trabalhar interagindo com máquinas cada vez mais autônomas.

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A inteligência artificial, embora pareça algo novo, já está na terceira idade. No ano que vem completará 70 anos. Nasceu por volta de 1950, logo após a invenção do computador, que ocorreu nos Estados Unidos em fevereiro de 1946. Mas por que preocupa mais agora? É que a evolução da indústria e dos serviços associada à melhoria da integração do comércio mundial barateou de forma significativa a tecnologia. Assim, para as indústrias 4.0, basta criar produtos com semicondutores, softwares e outros itens e programar isso para produzir e prestar serviços.

Os questionamentos envolvem até onde isso vai. As respostas do setor de TI são de que há uma evolução gradativa, funções insalubres são substituídas por máquinas e as pessoas vão para atividades melhores, que proporcionam maior qualidade de vida. Um exemplo é o avião, que substitui navios e outros veículos nas longas distâncias.

As empresas de tecnologia também destacam que as funções mais substituídas são as difíceis para as pessoas executarem. Uma grande empresa de TI de Santa Catarina, com atuação nacional, me informou que em áreas onde passou a usar inteligência artificial reduziu em 10% o número de trabalhadores. A boa notícia, segundo ela, é que está substituindo atividades rotineiras e mantendo para o trabalho das pessoas o que exige interação mais inteligente com os consumidores.

São muitas as estimativas de que o mundo e a economia estão em transformação rápida. Em 2015, por exemplo, se dizia que em 10 anos 40% das empresas da lista Fortune 500 não existiriam mais. E se dizia também que 60% das carreiras do futuro não eram conhecidas há dois anos.

Essas mudanças mostram que todas as pessoas, independentemente de idade, precisam se preparar para essa nova era e novo mercado de trabalho. É necessário investir nisso em diversas frentes públicas e privadas. Além disso, governos e parlamentares precisam estar atentos às necessidades de mudanças na tributação para amparar socialmente as pessoas caso o mercado digital concentre ainda mais renda e piore a vida da maioria porque a inteligência artificial, apesar de ter muito ainda de experimental, veio para ficar e é aprimorada a cada dia em praticamente todos os setores.

Leia também: Empresas do setor de tecnologia têm mais de 200 vagas abertas em Santa Catarina

Estela Benetti

Colunista

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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