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Tecnologia

O que é ser um "e-resident" e a relação com o futuro do trabalho

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Por Estela Benetti
11/06/2019 - 04h15 - Atualizada em: 23/07/2019 - 12h09
(Foto: Pixabay)

Um dos temas que atraíram maior atenção nesta segunda-feira (10) no primeiro dia do Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, promovido pela CNI e Sebrae nacional, foi o futuro do trabalho. O diretor de Operações do Senai, Gustavo Leal, alertou que os trabalhadores de fábricas terão que estar preparados para produzir interagindo com máquinas automatizadas e robôs, o que exige mais estudo na área de ciências exatas.

A conselheira e investidora americana April Rinne falou que o mundo do trabalho não tem mais fronteiras, é possível contratar profissionais remotamente de qualquer país, e destacou o programa pioneiro E-Residency da Estônia, pelo qual é possível ter uma residência eletrônica na comunidade europeia, incluindo empresas e contas bancárias, mas seguir morando no país de origem.

As inovações disruptivas atingem também os trabalhadores de colarinho branco, embora pouco tem se falado nisso. O professor e pesquisador da Universidade de Oxford, Reino Unido, Daniel Susskind, um dos autores de livro sobre o tema, disse que sistemas, robôs e outras tecnologias estão fazendo parte dessas atividades. Citou o fato de 15 milhões de americanos não terem contratado contador para fazer a declaração de renda porque um sistema ajudou nisso e um software que faz diagnóstico de câncer de pele.

O industrial Horácio Lafer Piva, sócio da Klabin, disse que a tecnologia é concentradora de renda. A inserção de mais trabalhadores no mercado vai depender da qualidade da educação e, caso não haja oportunidades para todos, será necessário a aprovação de uma renda mínima. O desafio colocado pelo painel, que teve como moderador o vice-presidente de engenharia da Embraer Mauro Kern, é de que é preciso educação de qualidade para todos, incluindo as pessoas que estão no mercado de trabalho.

Inovação é estratégica

Pesquisa junto a 100 presidentes de indústrias brasileiras, feita pela CNI e divulgada na abertura do Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, ontem, em São Paulo, apurou que 66% das empresas vão aumentar os investimentos em inovação nos próximos cinco anos.

O presidente da CNI, Robson de Andrade, afirmou que a inovação precisa estar no centro da estratégia de desenvolvimento nacional e que desconhece um país com economia forte que não tenha uma indústria forte e inovadora. O presidente do Sebrae nacional, Carlos Melles afirmou que a instituição trabalha para apoiar a inovação junto às pequenas empresas para que, em breve, elas gerem mais desenvolvimento e emprego.

Fábricas digitais

As fábricas digitais, que já existem mas serão a maioria no futuro, necessitam, basicamente, de quatro perfis de profissionais, segundo o diretor de Operações do Senai nacional Gustavo Leal. O primeiro é o desenvolvedor de fábricas tecnológicas, o segundo é o especialista em integração de máquinas, o terceiro é o mantenedor dessas estruturas e o quarto é o trabalhador operário, que vai ser o responsável pela produção. Esse último grupo será mais numeroso, necessitará conhecimento de automação e terá que tomar decisões em tempo real.

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Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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