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Pequeno agricultor tem crédito para energia solar

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Por Estela Benetti
13/02/2018 - 06h34 - Atualizada em: 13/02/2018 - 06h34
solar
(Foto: )

Agricultores familiares podem gerar energia solar suficiente para suas propriedades e ainda fornecer ao sistema elétrico nacional. Eles contam com linhas especiais de crédito fornecidas por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros abaixo do valor do mercado e até 10 anos para pagar. Atenta a esse mercado ainda muito pouco atendido, a Engie Solar, de Florianópolis, solicitou e acaba de obter cadastro no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para fornecer essas usinas solares, que podem ser financiadas pelos agricultores com recursos do Pronaf. 

A geração solar é nova no Brasil, especialmente no meio rural onde há um grande potencial de investimentos. Com juros especiais - no caso do Pronaf a taxa é de 2,5% ao ano - é possível pagar a usinas com valores mensais baixos e cobrir todo o custo mensal da conta de luz. 

Quem já conta com projeto assim é a Erva Mate Gheno, no interior de Concórdia. A empresa instalou sua usina solar que passou a operar no final do ano passado. Ela gera 98% da energia consumida na propriedade e ao invés de pagar a conta de luz de R$ 2,5 mil por mês da empresa, agora paga o financiamento do sistema fotovoltaico junto ao Banco do Brasil. Para a Celesc, paga apenas um pequeno valor mensal para seguir conectada caso enfrente falta de energia solar. O projeto da Gheno foi instalado pela Engie Solar e é o primeiro na América Latina para uma ervateira. O valor investido será pago em cinco anos e meio. 

A Engie é uma das primeiras empresas do país a obter esse cadastro para instalação de sistemas fotovoltaicos. Para conceder o registro de produtos financiáveis, o Ministério do Desenvolvimento Agrário exige preço adequado, produto nacionalizado para ser financiado via Finame e que a empresa faça parte da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

– A energia solar é um recurso plenamente disponível e viável que veio para impulsionar ainda mais o agronegócio brasileiro – avalia Rodolfo de Sousa Pinto, presidente da Engie Solar.

País com forte potencial na geração solar, o Brasil registra uma acelerada expansão no número de sistemas fotovoltaicos. Somou em janeiro deste ano  20 mil unidades, quase quatro vezes mais frente às 7,7 mil de janeiro de 2017. 

Cooperativas rurais e grandes propriedades também começam a investir nessa fonte de energia limpa. Pode ser alternativa de energia barata para o resfriamento de grãos em silos, com o objetivo de preservar a qualidade dos produtos. A Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc) solicitou ao governo do Estado isenção do ICMS da energia pelo sistema de compensação para o uso de geração fotovoltaica, a exemplo do que ocorre em outros Estados. Esse pleito ainda não foi atendido. 

Na foto, a ervateira Gheno, com a sua usina solar composta por 62 placas fotovoltaicas, que geram 16,43 kWp, o suficiente para atender a propriedade. 

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