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Por que é preciso proteger dados pessoais

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Por Estela Benetti
16/05/2019 - 17h29 - Atualizada em: 16/05/2019 - 17h36
(Foto: Pixabay / Divulgação)

O problema de divulgação e uso irregular de dados pessoais está sendo enfrentado de forma mais incisiva em países mais ricos, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. O Brasil tem muitos problemas econômicos e de inclusão social, que seriam prioridades diante da questão de dados. Mas a legislação era insuficiente no país, o uso adequado de dados também é importante e pode ganhar ainda mais relevância considerando que processos judiciais são demorados e caros. Por isso foi aprovada em 2018 a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que entrará em vigor no ano que vem e o tema está sendo abordado na maioria dos eventos empresariais.

Foi assim na Expogestão 2019, que se encerrou nesta quinta-feira, na Expoville, em Joinville. Um dos palestrantes sobre o tema foi o executivo Claudio Martinelli, presidente no Brasil da multinacional russa Kasperky, que atua com segurança de dados. Ele abordou o tema Privacidade e segurança, novas questões cruciais para quem está conectado.

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Segundo o executivo, a proteção de dados, a segurança digital, não é mais uma tarefa do departamento de tecnologia da empresa. É uma tarefa da diretoria porque as consequências afetam a empresa. Além disso, os dados são o ativo mais importante do momento. A moeda corrente agora é dados, que precisam ser protegidos.

— A segurança digital tem que ser baseada em três conceitos muito importantes: Educação, inteligência e solução. Solução é o que se compra, educação é como a equipe está por dentro do que está acontecendo e inteligência é como se preparar para o futuro. Sem isso, você compra a coisa errada, não instala da forma certa e não se protege – alerta ele.

Conforme Martinelli, o que as empresas devem fazer é investir em educação de segurança digital, em inteligência e comprar as soluções corretas. Assim poderão se proteger e evitarão problemas. E para as pessoas físicas, ele recomenda que devem ter cuidados elementares como não repetir senhas.

O mais básico é usar uma senha tipo 123456 para e-mail, cartão de crédito, Facebook, site da operadora de telefonia e outros. Tudo igual. Se uma loja onde a pessoa usar cartão de crédito for clonada, o criminoso pode acessar todos endereços e cartões desse indivíduo. O segundo conselho é proteger o telefone celular e o computador com um sistema de segurança. Isto porque há quem oferece informação surpreendente para acessar dados indevidos.

A insegurança digital é um problema crescente e a prevenção é a melhor alternativa. As empresas de todos os setores que trabalham com dados de clientes ou não devem se preparar para cumprir a nova lei.

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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