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SC supera a perda de emprego na recessão, mas distribuição de vagas é diferente

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Por Estela Benetti
24/01/2020 - 15h36 - Atualizada em: 24/01/2020 - 16h01

O melhor dinamismo da economia de Santa Catarina frente à média nacional se destaca principalmente no mercado de trabalho. Os dados do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgados nesta sexta-feira, com saldo positivo de 71.406 em 2019, mostra que o Estado, a exemplo da atividade econômica, superou no ano passado as perdas acumuladas de 90.859 postos de trabalho durante a recessão (-32.260 em 2015 e -58.599 em 2016). Com a retomada do crescimento nos últimos três anos, SC criou 142.565 novos empregos. Além dos mais de 70 mil do último ano, foram 29.441 em 2017 e 41.718 em 2018.

Serviços

Contudo, a distribuição foi diferente entre os setores. A maior recuperação de vagas foi no setor de serviços, o que menos perdeu emprego na recessão. Nos dois anos foram -9.666, sendo -1.882 em 2015 e -7.784 em 2016. Nos últimos três anos, os serviços geraram no Estado 71.067 vagas, das quais 11.163 em 2017, mais 26.287 em 2018 e 33.617 em 2019. É o setor com maior peso na economia e sinaliza que, com o avanço das tecnologias digitais, está abrindo mais postos de trabalho.

Indústria

O setor industrial mostra movimento diferente. Perdeu 50.501 vagas durante a recessão (-35.316 em 2015 e -14.185 em 2016). Nesses três anos de retomada do crescimento, não voltou com o mesmo patamar de vagas. Teve saldo positivo de 35.610 novos empregos ao todo, sendo 12.443 em 2017, mais 4.911 em 2018 e 18.876 em 2019.

Construção Civil

Outro setor que ainda não voltou aos empregos de 2014 é a construção civil. Perdeu 16.917 vagas na crise (-8.549 em 2015 e -8.368 em 2016). Nos últimos três anos, teve saldo positivo de 6.839 postos de trabalho. Em 2017 perdeu 503, em 2018 abriu 658 e em 2019 teve salto maior, com 6.684.

Comércio

O comércio de SC sofreu na recessão com o fechamento de lojas, mas o saldo de empregos teve menos variações e já se recuperou. O comércio perdeu 11.137 vagas na crise (-9.515 em 2015 e -1.162 em 2016). Na fase de recuperação abriu 30.002 novos postos de trabalho, dos quais 7.886 em 2017, mais 10.240 em 2018 e 11.876 em 2019.

Agropecuária

Apesar de ser diversificada e com alta atividade econômica, a agropecuária catarinense está gerando cada vez menos empregos. Durante a crise perdeu 1.474 vagas (-967 em 2015 e -507 em 2016). No pós-recessão perdeu 795 em 2017 e 976 em 2018, fechando 2019 com resultado positivo de 317 vagas. O saldo desses três anos foi -1.454. Além de problemas de preços e climáticos, a agropecuária registra forte impacto da tecnologia, que vem fechando postos de trabalho no campo.

Vale destacar que em 2014, ano anterior à recessão, Santa Catarina liderou a geração de vagas no Brasil com 53.887 novos empregos. A expectativa, para o próximo ano, é de resultado ainda melhor do que em 2019.

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Estela Benetti

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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