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Economia

SC tem quase R$ 70 bilhões em projetos para licenciar

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Por Estela Benetti
25/08/2018 - 03h20 - Atualizada em: 25/08/2018 - 19h15
(Salmo Duarte, A Notícia)

Caso os órgãos ambientais consigam analisar e finalizar, sem muita lentidão, quase todos os projetos de investimentos que estão em processo de licenciamento em Santa Catarina, a economia do Estado teria um boom de crescimento, com geração de empregos e impostos. Estão na espera de licença 13.719 projetos que somam quase R$ 70 bilhões, informa o presidente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, o IMA-SC (ex-Fatma), Alexandre Waltrick Rates. Segundo ele, os maiores projetos são portuários, na Baía da Babitonga, no Norte do Estado.

Conforme Waltrick, há, no Estado, perto de 500 mil execuções de atividades que requerem licenciamento, entre as quais, projetos imobiliários com vários terrenos. São cerca de 4 mil projetos de loteamentos parados por falta de licença. Há também projetos industriais de diversos setores e expansões de empresas já instaladas, disse ele, que falou sobre o tema também numa palestra para advogados quinta à noite, em Joinville.

– A gente percebe a força que os licenciamentos ambientais têm na economia. Se você trava eles, você trava o Estado. Não entra investimento, nem emprego e nem novos recursos de impostos – observa Waltrick.

Segundo ele, diante dessa realidade, o governo do Estado autorizou a realização de concurso público para o IMA contratar mais técnicos para atender essa maior demanda.

Outra novidade, que será anunciada oficialmente dia 30 de agosto, na reunião da Câmara de Qualidade Ambiental da Fiesc será o Licenciamento Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC). É a colocação em prática de uma ideia antiga pela qual o investidor, no caso de projeto de baixo risco ambiental, pode informar o investimento, executar e ser fiscalizado depois. Se não cumprir as regras, será punido. Será algo tipo declaração do Imposto de Renda, com um pente fino posterior. Esta será uma forma de destravar um pouco parte desses projetos que estão parados.

 

Projetos portuários superam R$ 10 bi

Os projetos portuários em licenciamento na Baía da Babitonga, no Norte do Estado somam mais de R$ 10 bilhões. O maior é o do Porto Brasil Sul, de US$ 1 bilhão, o equivalente a R$ 4,08 bilhões. Há também a nova expansão do Porto de Itapoá, cujo licenciamento está com o Ibama, é de R$ 1,7 bilhão; o Terminal Graneleiro Babitonga prevê investir R$ 1 bilhão; o projeto do estaleiro CMO, cujo licenciamento está sendo retomado no IMA, é de R$ 650 milhões e o projeto do terminal de regasieficação da Golar com uma térmica a gás natural da Engie Brasil Energia soma US$ 700 milhões, o que chega a R$ 2,856 bilhões.

 

Poder feminino na Fiesc

Entre as novidades da gestão do presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, que começou no último dia 10, está um maior poder feminino. A nova chefe de gabinete da federação é a economista e professora Maria Teresa Bustamante, doutora em economia e ex-gestora de Comércio Exterior da Whrilpool Latin America. A empresária Rita Cassia Conti é a segunda tesoureira da entidade, sendo a primeira mulher a integrar a mesa diretora da casa. E a economista Regídia Alvina Frantz continua na presidência da Previsc, fundo de previdência da entidade e de outras instituições que tem um patrimônio superior a R$ 1 bilhão.

 

Mais equilíbrio?

Chama a atenção o fato de as mulheres, em Santa Catarina, ocuparem poucos cargos de liderança. Aliás, o consultor de inovação do IXL Center, de Boston, Hitendra Patel, que fez palestras na última semana para o Pacto pela Inovação e para lojistas em Florianópolis, alertou sobre esse tema. Disse que na nova classe empresarial da Colômbia, há um equilíbrio de 50% entre empreendedores masculinos e femininos.

 

Na política

O problema é semelhante na política em SC. Por isso a Rede de Ação Política Pela Sustentabilidade, a RAPS, que em SC tem a colaboração da fundadora do ICOM, Lucia Dellagnelo, e do executivo Anderson Giovani da Silva, vai receber a cientista política Mônica Sodré para palestras e encontros de terça a quinta da próxima semana.

 

Tecnologia pelo bem

A edição deste ano do Festival Social Good Brasil será nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, na Acate, em Florianópolis. Entre os palestrantes, duas estrelas internacionais, os americanos Henry Timms e Jeremy Heimans, autores do best-seller O novo poder: como disseminar ideias, engajar pessoas e estar sempre a um passo à frente em um mundo hiperconectado.

 

Ecossistema de gastronomia

 

Polo turístico reconhecido internacionalmente, Florianópolis tem na gastronomia um dos pontos fortes que ganha mais relevância a partir de agora pelo fato de ser Cidade Criativa de Gastronomia da Unesco. Por isso, será lançado segunda-feira o Observatório de Gastronomia, sob a gestão do Senac-SC do Sistema Fecomércio. Será uma plataforma virtual de compartilhamento de informações, explica Nathália Bernardinetti, executiva do Senac que vai coordenar o observatório.

- Vamos incluir tudo o que envolve a cadeia de gastronomia da Capital. Informações sobre a cultura, produção, pesquisas, relatórios técnicos, eventos, alimentação e nutrição – adianta Nathália.

Entre os diferenciais da cidade estão cursos de gastronomia, tanto técnicos quanto de graduação. Segundo a Fecomércio, Florianópolis conta com 1.958 restaurantes e outros serviços de alimentação e bebida que empregam diretamente 12.428 pessoas.

O lançamento do observatório, segunda à noite, no Sesc Cacupé, terá um time de chefs com curadoria de Narbal Corrêa. Será uma viagem pela gastronomia da Capital. A organização é da Fecomércio SC Sesc/Senac e Floripa Amanhã.

 

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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