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    Soluções de inteligência artificial podem estar perto da sua empresa 

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    Por Estela Benetti
    10/11/2019 - 13h40
    Laércio Silva, da Fundação Certi, fala sobre projetos
    Laércio Silva, da Fundação Certi, fala sobre projetos Crédito: José Paulo Lacerda,CNI, Divulgação

    Matéria da revista NSC DC:

    Sistemas embarcados para a Embraer, projeto Horus Aeronaves e Basf para solução que reduz o uso de defensivos em lavouras, um robô que pesquisa informações em áudios e uma fábrica para experimentar internet das coisas (IoT). Tecnologias como estas que incluem inteligência artificial foram apresentadas em Santa Catarina para grupo de executivos de indústrias brasileiras terça-feira, durante a 20ª imersão promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Eles também conheceram centros de inovação do Rio Grande do Sul e São Paulo.

    O objetivo é mostrar para empresas brasileiras que polos tecnológicos e instituições de pesquisa de excelência do país contam com soluções de inteligência artificial e outras inovações. Isso permite acesso a tecnologia de ponta criadas no Brasil. Nem tudo precisa ser adquirido no exterior, onde, muitas vezes, é mais caro.

    A coordenadora do programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação da CNI, Cândida Oliveira, afirma que a iniciativa visa aproximar lideranças empresariais dos principais ramos da tecnologia dentro e fora do Brasil. Das 20 imersões realizadas, 10 foram no exterior em países com tecnologias de ponta como Estados Unidos, Alemanha, China, Itália, Suíça e Reino Unido e outros. Esta é a primeira voltada a uma vertical e a opção foi por inteligência artificial, tema forte do momento. Conforme Cândida, com frequência, numa visita dessas, executivos que participam dizem:

    - Eu não fazia ideia de que isso existe no Brasil.

    O diretor de Planejamento e Gestão da Embrapii, José Luiz Gordon, afirma que essas visitas permitem ao empresário conhecer inovações e ver como elas podem ser usadas nas suas empresas. Muitas vezes, a rotina impede ver avanços que estão acontecendo em inovação. A Embrapii conta com 42 unidades de pesquisa e outras instituições também têm soluções.

    - No Brasil, estamos ainda muito longe no uso de inteligência artificial. O resto do mundo está avançando muito rápido nessa área. Precisamos avançar também – alerta Gordon.

    Made in SC

    Os projetos com a Embraer e a Horus Aeronaves, que incluem inteligência artificial, são desenvolvidos pela fundação Certi, de Florianópolis, uma das seis instituições com unidade Embrapii em SC. Ao receber o grupo da imersão da CNI, o superintendente de Negócios da Certi, Laércio Silva, falou de diversos projetos, entre os quais o Virtual Operation Center (VOC), tecnologia de comando remoto para fazer ressonância magnética, desenvolvido em parceria com a alemã Siemens e apoio da Embrapii. O VOC já é usado comercialmente no Brasil e Europa. E o sistema da Horus também está no mercado, garantindo redução de cerca de 50% no uso de herbicidas.

    Estímulo a startups

    Uma das prioridades da Embrapii é envolver mais as indústrias com startups, informou o diretor de Planejamento e Gestão da Embrapii, José Luiz Gordon. A empresa tem acordo com o Sebrae e a CNI com esse objetivo e tem recursos para investir na área. Nesse contexto, firmou também um acordo com a Acate, para participar nessa interação indústria e startups. Isso foi tratado por Gordon na visita à Acate, onde o grupo foi recebido pelo diretor financeiro Marcos Lichtblau.

    Ecossistema

    Na sede da Acate, executivos que participaram da missão conheceram o modelo da associação: sede com incubadora, empresas e centros de inovação em diversos endereços da Grande Florianópolis, no Estado, Brasil e no exterior. O diretor financeiro da Acate, Marcos Lichtblau falou que a organização por verticais permite soluções para diversas áreas. Os cases de inteligência artificial apresentados na Acate foram os das empresas Assetify, que usa algoritmos para localizar informações de áudio e o da HarboR, que cria sistemas industriais. Depois, o grupo conheceu o Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados, no Sapiens Parque, onde há uma fábrica para indústria 4.0.

    Conexão nacional

    A série de exemplos mostra que quando necessitar de tecnologias, incluindo inteligência artificial, não precisa pensar que a melhor solução está no exterior. A coordenadora do Programa de Imersão da CNI, Cândida Oliveira, recomenda primeiro procurar o Senai ou a Embrapii, instituições que têm informações sobre os diversos polos tecnológicos e instituições de pesquisa e desenvolvimento do país que podem atender essas demandas. Depois, podem recorrer ao exterior. Tanto Cândida quanto José Luiz Gordon elogiaram o ecossistema de inovação de SC.

    Em Santa Catarina

    Como a economia catarinense avançou com polos tecnológicos descentralizados, as soluções em inteligência artificial não estão apenas em Florianópolis e região. Joinville e Blumenau estão entre as cidades que se destacam em SC. Joinville liderou a fundação da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII). A Pollux, empresa do Ágora Tech Park, usa inteligência artificial na produção e controle de qualidade industrial. A prefeitura local adota combinação de dados do Waze para melhorar o trânsito. Em Blumenau, uma das empresas que usam tecnologia digital é a Senior, que lançou este ano a robô Sara para gestão de supermercados usando Whatsapp.

    De aviões para erva-mate

    A alta tecnologia pode ter a solução que faltava para a economia verde. Por isso, no meio de pesquisas tecnológicas, metrologia de precisão, incubadora, aceleradora, fundo de capital e outras coisas mais, a Fundação Certi investe na economia verde. Em parceria com a Fundação Boticário, busca alternativas para as florestas de araucária gerarem riqueza com as árvores em pé. O superintendente da Certi, Laércio Silva, informou ao grupo de executivos industriais que uma das soluções foi o lançamento de cerveja feita com pinhão e outra é o plantio de erva-mate orgânica entre as araucárias. Mas para ser orgânica é preciso secar a erva sem fumaça tóxica, um problema antigo. A solução encontrada é usar tecnologia de avião: troca de calor em tubos para antecipação térmica.

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