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Bons números

Turismo: pesquisa mostra que 55% dos bares e restaurantes receberam mais público em SC

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Por Estela Benetti
09/01/2020 - 19h54 - Atualizada em: 10/01/2020 - 11h20
Reabertura da Ponte Hercílio Luz é nova atração turística Foto: Diórgenes Pandini
Reabertura da Ponte Hercílio Luz é nova atração turística Foto: Diórgenes Pandini

O início da temporada de verão começou com economia mais aquecida em Santa Catarina. Pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SC) apurou que no período de festas de fim de ano e nos primeiros dias de janeiro 54,6% dos estabelecimentos do setor no litoral catarinense registraram público maior do que no mesmo período do ano passado, quando apenas 26% notaram melhora.

O levantamento apurou também que 70% não registraram aumento de turistas estrangeiros e as razões principais são a crise na Argentina e os protestos no Chile. Quem veio em maior número foram os paulistas (32,7% do total), paranaenses (20,9%) e gaúchos (18,2%). Foram entrevistados sócios de 110 bares e restaurantes do litoral entre os dias 20 de dezembro de 2019 e 6 de janeiro deste ano.

— A pesquisa indica uma reversão de tendência de ciclo econômico, com fim do ciclo negativo e início da retomada do crescimento após duas temporadas com retração — afirma Raphael Dabdab, presidente da Abrasel-SC.

Conforme o empresário, o verão 2016-2017 foi bom, o de 2017-2018 teve retração na atividade econômica frente a anterior, e a temporada 2018-2019 foi ainda pior. Por isso o resultado positivo dessa nova pesquisa, relativa aos dias de maior fluxo de turistas no litoral, anima. Isso ficou claro na pesquisa: 63,6% informaram que o verão todo será melhor que o anterior.

Média de gastos

Se o fluxo de visitantes animou, o mesmo não aconteceu com o gasto médio do turista nos bares e restaurantes. A pesquisa da Abrasel apurou que 62,7% registraram gasto médio nas refeições igual ou inferior a temporada passada. Apenas 37,3% informaram que os visitantes desembolsaram valores maiores para as refeições.

— Isso mostra que a maioria teve uma forte corrosão do poder de compra, o que impactou no consumo, com menor frequência em restaurantes, mais em food halls, praças de alimentação de shoppings ou em casa — observa Dabdab, para quem o aumento da demanda em restaurantes vai depender da recomposição do poder de compra do consumidor, que será lenta.

Sem alta da carne

Para não assustar os clientes, 63,6% dos estabelecimentos não transferiram para os preços o aumento da carne bovina, o que dá uma ideia do ajuste de custos que as empresas estão fazendo. Também chama atenção, segundo ele, restaurantes de Florianópolis fazendo promoção de determinado prato.

Mais visitantes brasileiros

O presidente da Abrasel atribui a maior vinda de turistas brasileiros ao Estado por três razões. Uma, infelizmente, foi o acidente que levou óleo para importantes praias do Nordeste. A outra é a alta do dólar, que fez muitas famílias desistirem de destinos internacionais, mais caros, para viagens pelo Brasil.

Para ele, a melhor infraestrutura também pesou favoravelmente: o novo aeroporto de Florianópolis, a reabertura da Ponte Hercílio Luz, nova rodovia no Sul da Ilha de SC e o novo aquário gigante em Balneário Camboriú.

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Estela Benetti

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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