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    Usina São Roque, na Serra de SC, deve ser retomada com aporte de US$ 90 milhões

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    Por Estela Benetti
    15/01/2020 - 05h00 - Atualizada em: 15/01/2020 - 11h30
    Obras da Usina São Roque Foto:Divulgação
    Obras da Usina São Roque Foto:Divulgação

    Uma das maiores hidrelétricas em construção no Sul do Brasil, a Usina São Roque, na Serra Catarinense, que terá capacidade de geração de 141 MW, será retomada. A Nova Participações (ex-Engevix), que detém a concessão e vinha fazendo a usina, informa que a saída é um aporte de aproximadamente US$ 90 milhões (R$ 372 milhões) que está sendo negociado por meio do banco norueguês Arctic.

    O crédito a ser obtido vem após a celebração de acordo de leniência com o governo federal no valor de R$ 516 milhões, firmado em novembro do ano passado. Com 80% das obras já feitas, a usina está parada desde que a Engevix passou a ser investigada na Operação Lava Jato.

    A usina foi orçada em R$ 800 milhões, já foram investidos R$ 500 milhões e faltam R$ 300 milhões. A construção começou em 2011 e deveria ter sido inaugurada em 2016, mas está para ser finalizada.

    Segundo a Nova Participações, a volta das obras no Rio Canoas vai abrir 1 mil postos de trabalho diretos e, quando estiver em operação, a hidrelétrica vai gerar royalties de aproximadamente R$ 4 milhões anuais para o governo catarinense e aos municípios onde está instalada a usina: São José do Cerrito, Vargem, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério.

    A conclusão do projeto permitirá também gerar as receitas para pagar o financiamento da obra, que contou com recursos do BNDES e do BRDE. Um leilão de energia, o A-5 de outubro do ano passado, garantiu a venda da energia da São Roque, o que abre portas para obter recursos e concluir a construção.

    Na foto acima, o atual estágio das obras da usina no Rio Canoas, Serra de SC.

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