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NO ÁPICE DA COVID-19

Educação suspende homenagem a professores falecidos em Santa Catarina

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Por Evandro de Assis
12/05/2021 - 15h06
Morte de professora de Gaspar, em abril, é uma das que passou em branco no site da secretaria
Morte de professora de Gaspar, em abril, é uma das que passou em branco no site da secretaria (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Estado da Educação suspendeu, no ápice da pandemia de Covid-19 em Santa Catarina, a homenagem regular que fazia a professores e servidores falecidos no site da pasta na internet. Até o dia 11 de março, notas de pesar marcavam as partidas de pessoas relacionadas à Educação, seja por doença, acidente ou morte natural. Desde então, o procedimento foi interrompido sem explicações.

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Além da homenagem, a divulgação das mortes em tempos de coronavírus proporcionava transparência às equipes nas escolas após a volta às aulas. Era possível acompanhar o impacto da doença entre professores e servidores do Estado. Mais do que em números, em histórias de colegas de trabalho.

No fim de abril, professores de Gaspar homenagearam a colega Viviana Maria Schmitt dos Santos, vítima da Covid-19. Mas perceberam a ausência da nota de pesar vinda da secretaria.

— A grande questão não são as notas, mas o porquê desses dados pararem de ser publicados — questiona a professora Luzia Pivetta.

Nos arquivos do site da secretaria, há homenagens armazenadas desde 2019. Na maioria dos casos, trata-se de um obituário curto, com dados da carreira do profissional, informações sobre cerimônias fúnebres e uma mensagem de condolências aos familiares. Mortes de estudantes em acidentes também eram informadas (e lamentadas) adotando o mesmo expediente.

Segundo a Secretaria de Educação, a interrupção nas notas de falecimento ocorreu por excesso de demandas na área de comunicação com a volta às aulas e não tem relação com o impacto do coronavírus. Segundo a pasta, a frequência de óbitos por Covid-19 diminuiu desde 11 de março. Nestes dois meses, sete trabalhadores da Educação morreram devido a complicações da doença. Mesmo número registrado nas primeiras três semanas de aula, entre 18 de fevereiro e 11 de março.

Pela simplicidade do gesto e o resultado gerado em transparência, a secretaria poderia rever a decisão.

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