nsc
    nsc

    Covid-19

    MPF investiga possível crime de estelionato nos casos de auxílio emergencial indevido em Blumenau

    Compartilhe

    Evandro
    Por Evandro de Assis
    29/06/2020 - 14h14
    Vereadores blumenauenses admitiram que esposas receberam o benefício (Foto: Marcelo Casal Jr, Agência Brasil)
    Vereadores blumenauenses admitiram que esposas receberam o benefício (Foto: Marcelo Casal Jr, Agência Brasil)

    O Ministério Público Federal (MPF) investigará possível crime de estelionato majorado no recebimento indevido de auxílio emergencial em Blumenau. O procedimento aberto na semana passada foi distribuído para o procurador Rodrigo Lima, que passa a conduzir os trabalhos.

    > Quer receber notícias de Blumenau e do Vale por WhatsApp? Clique aqui e entre no grupo do Santa

    A notícia de fato tem origem nos casos das esposas dos vereadores Oldemar Becker (DEM) e Adriano Pereira (PT). Segundo os parlamentares, elas admitiram ter recebido o benefício de R$ 600, mesmo tendo renda familiar superior ao teto de R$ 3,1 mil. Um vereador em Blumenau ganha R$ 11 mil brutos mensais.

    O suposto crime, neste caso, seria "majorado", porque teria sido cometido contra entidade de direito público, envolvendo um benefício de assistência social. Com isso, a pena, que seria de um a cinco anos de prisão, é acrescida em um terço.

    Criado como resposta aos prejuízos econômicos causados pela pandemia de coronavírus, o auxílio emergencial deveria ser direcionado a cidadãos de grupos vulneráveis. Porém, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), 620 mil brasileiros tiveram acesso ao benefício de maneira irregular.

    O vereador Oldemar Becker disse à coluna que a esposa havia solicitado o auxílio emergencial para repassar à filha de 22 anos, que estaria desempregada. A jovem, que não vive com o casal, também teve acesso ao benefício de R$ 600.

    Adriano Pereira informou que a esposa só revelou a ele que havia solicitado o benefício depois do caso de Becker vir a público.

    Ambos os parlamentares pediram desculpas pelo que chamaram de "erro" e apresentaram comprovantes da devolução dos valores recebidos ao Ministério da Cidadania.

    Deixe seu comentário:

    Últimas do colunista

    Loading...

    Mais colunistas

      Mais colunistas