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Faraco

Opinião

A teimosia de Valentim tem que terminar

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Por Faraco
09/09/2019 - 08h58 - Atualizada em: 09/09/2019 - 09h01
Foto: Leo Munhoz

 Não dá mais para o Avaí jogar como vem jogando. É muita teimosia do técnico Alberto Valentim se continuar colocando o time em campo com o meio de campo esvaziado e a defesa desprotegida. Sim, na prática, o meio do Avaí tem jogado com Richard Franco e Pedro Castro. Os dois juntos têm que marcar, cobrir e armar o time. Falta um jogador centralizado atrás dos dois para dar sustentação ao meio e ao sistema defensivo. Um volante que seja um “limpador de para-brisas”.

No jogo do último sábado, os dois não viram a bola. Claro que isso foi potencializado pela qualidade do adversário, o líder do campeonato, o Flamengo. Mas Franco terminou a partida esgotado fisicamente. Os dois têm corrido muito e o campo todo. Não conseguem dar conta de tudo. Um time como o Avaí, para lutar contra o rebaixamento, vai ter que se proteger muito mais. Como escrevi no final de semana, às vezes a impressão que passa é que Alberto Valentim está se deixando iludir por alguns elogios que recebe mesmo após derrotas. O Avaí perde, mas “está tentando jogar”.

Não é esse o caminho. Isso é pura vaidade. O Avaí tem que partir da luta máxima para depois tentar jogar e produzir. Usando como exemplo o jogo do Santos na preparação para encarar o Flamengo, o treinador viu seu time levar mais três gols e perder mais uma no campeonato. Além de tudo isso, os zagueiros sofrem, expostos. O Avaí não tem defensores ruins, fracos. Tem uma defesa exposta. E não existe zagueiro que consiga jogar bem com defesa exposta. A teimosia de Valentim não pode ser maior que a necessidade do Avaí.

Outra teimosia é no ataque  

Brenner não é mal jogador, mas não está acrescentando. Mesmo que possa avaliar que o time produz pouco, ele tem colaborado quase nada para o time. Os garotos estão dando mais. No sábado, mais uma vez, no pouco que esteve em campo, o jovem Jonathan incomodou mais o sistema defensivo do Flamengo. Não há mais argumentos que defendam a escalação do centroavante. Quando ele chegou, considerei boa contratação e que seria um jogador a acrescentar ao que o Avaí tinha com Daniel Amorim. Realmente Brenner tem mais qualidade que Daniel Amorim, mas está entregando quase nada em campo. E visivelmente está abaixo fisicamente. É uma teimosia que tem que cair já para a próxima partida, contra o Athletico, na Arena. Pela coletiva pós-jogo, Valentim está baixando a guarda em relação a este questionamento.

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