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A vontade de Tite e a final da Copa América

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Faraco
Por Faraco
06/07/2019 - 09h55 - Atualizada em: 06/07/2019 - 12h16
Foto: Pedro Martins/Mowa Press
Foto: Pedro Martins/Mowa Press

A nota do colega Juca Kfouri foi suficiente para gerar muitas análises sobre a possível saída do técnico Tite da Seleção Brasileira. É uma questão que tem dois caminhos simples. O primeiro é o treinador fortalecido com a conquista da Copa América, se isso ocorrer neste domingo. Tite teria ainda mais força para refazer a comissão técnica com as escolhas dele. O segundo caminho é uma pressão enorme contra o treinador no caso de uma derrota da seleção para o Peru. Se perder, a pressão vai vir. É inevitável. Será um vexame histórico, mais um. E esses vexames não costumam ter perdão de opinião pública. Mas não há somente a ótica dos resultados.

Estatísticas contam a favor do técnico

Há uma análise mais técnica também. O que se pode concluir friamente é que a Seleção melhorou muito sob o comando do Tite. É um time muito organizado e que tem uma defesa sólida. As estatísticas jogam a favor do técnico. São 83,74% de aproveitamento. Apenas duas derrotas. São 90 gols marcados e 10 sofridos. Em 41 jogos foram 32 vitórias. Às vezes, todos esquecem que o time era uma bagunça com Dunga.

Também dá pra dizer que não é suficiente. Ofensivamente, ainda há muito a evoluir. Empatar em 0 x 0 com Venezuela e Paraguai, sofrer pra vencer a Costa Rica na Copa do Mundo, são sinais de que o encaixe não é o melhor. O discurso, muitas vezes cheio de teses de um mundo que parece ser somente dele, o famoso “titês”, e a forma conservadora que Tite trabalha também irritam o torcedor.

Além disso, falta uma ousadia que sempre foi uma marca do futebol brasileiro. De levar nas convocações novos talentos que aparecem, como em outras vezes jogadores jovens foram levados – Ronaldinho, na Copa América de 1999, Kaká, na Copa do Mundo de 2002, Ronaldo, na Copa de 1994, e até Pelé, em 1958. Tite, neste aspecto fez igual Dunga em 2010, quando não quis levar Neymar. Sempre parece optar pela suposta segurança dos mesmos jogadores mais rodados e experientes. Todo esse pacote de prós e contras tem que entrar na balança. Mas, é claro que o resultado deste domingo pesa bastante no futuro a Seleção e do técnico Tite.

Peru x Brasil têm histórias

São três histórias mais marcantes nos encontros entre Brasil e Peru. A primeira grande entre elas é da Copa de 1970, quando as duas Seleções se encontraram nas quartas de final. O Peru tinha no comando um craque da história do futebol brasileiro. O mestre Didi era um rival na disputa. Brilhou a estrela de Tostão na partida e a Seleção venceu por 4 A 2.

A segunda história é a vergonhosa relação da Seleção peruana com a eliminação do Brasil na Copa de 1978. O Peru perdeu de goleada para a Argentina, numa partida cheia de suspeitas e que até hoje está como uma das passagens mais tristes dos jogos de Copa do Mundo.

A terceira história é mais recente e menos significativa, só que tem relação direta com os times que entram em campo neste domingo. O gol de mão Ruidiáz, há três anos marcou a eliminação do Brasil na Copa América Centenário, nos EUA. Foi uma vergonha, todo mundo viu, mas valeu. Além da eliminação, custou o cargo de Dunga. Os times mudaram muito pouco e se reencontram agora depois do 5 x 0 da primeira fase em grande estilo.

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Rodrigo Faraco

Colunista

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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