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Técnico

Alberto Valentim chega bem ao estilo mineiro

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Por Faraco
20/06/2019 - 08h15
Foto: Tiago Ghizoni/Diário Catarinense
Foto: Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Fala baixa, sem grandes frases e nem promessas. Foi assim a entrevista de apresentação do novo técnico do Avaí, Alberto Valentim. Elogiou o grupo de jogadores do Leão – o que é normal em qualquer apresentação de treinador, mas fundamentalmente disse que aceitou vir porque teria este bom tempo da parada da Copa América para fazer o início da preparação da equipe. O que representa uma realidade, afinal há mais tempo agora para fazer um pré-temporada do que houve no início do ano.

Valentim terá um bom período de três semanas para passar conceitos e mudar a arrumação da equipe em campo. No mais, a apresentação não teve alguma novidade, além da vinda do treinador em si. Nem mesmo sobre chegadas e saídas, o técnico falou, apesar de saber bem o que tem em mãos no grupo atual do Avaí.

Nas mãos do treinador

Ao final da apresentação do técnico Alberto Valentim, a última questão foi sobre contratações. O técnico disse que iria tratar o assunto com a diretoria a partir de agora. Ao lado, o presidente Francisco afirmava ‘’como é que eu vou contratar sem falar com o cara?’’. O que faz transparecer mais uma vez um equívoco de procedimento do clube. Nas últimas passagens de treinadores, a referência maior sempre foi o próprio técnico. Era assim com Claudinei Oliveira e também foi assim com Geninho. É óbvio que o treinador tem que ter um peso, mas não pode conduzir a política de contratações do clube.

O Avaí tem um departamento de futebol, que tem Joceli dos Santos e Marquinhos – são dois profissionais com características diferentes, mas que são respeitados e respeitam muito o clube. Marquinhos tem muitos contatos e conhece muito sobre característica de jogadores. O Avaí está cometendo um equívoco constante no futebol – não é exclusividade dele.

Com a permanência de treinadores em períodos maiores, como Claudinei e Geninho, que completaram um ano antes das saídas, esse problema se ameniza. Com a troca de técnicos mais constante, muitas vezes se formam grupos distintos de jogadores, cada grupo trazido por um treinador específico. As carências do Avaí estão expostas. As contratações estão atrasadas. Não precisaria esperar o novo técnico para definir algumas delas.

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