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Falta de organização

Brasileirão tem largada discreta

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Por Faraco
16/04/2018 - 10h00 - Atualizada em: 16/04/2018 - 10h00
Foto Arthur Dallegrave, Juventude/divulgação

O Brasileirão começou e muita gente nem sabia. A falta de organização desvaloriza o produto. Não há uma projeção, um planejamento de marketing, não há qualquer expectativa. Simplesmente acabaram os estaduais e começou o Brasileirão, como se fossem competições iguais, do mesmo valor. Há muitos anos que isto acontece e os clubes e a CBF não se dão conta que deste jeito não há produto que resista. O Brasileirão é o grande momento da temporada. O início dele deveria vir carregado de promoções. Deveria ter uma rodada especial, com uma programação que movimentasse muito mais que os times, mas que criasse um envolvimento com as torcidas. Estamos longe ainda. Neste final de semana, o Brasileirão “simplesmente” começou.

Priorizou demais

Escrevi aqui que o Avaí começava a Série B dividido entre duas competições, mas pelo visto no sábado isto não aconteceu. O foco está todo na Copa do Brasil. O time fez da partida contra o Vila Nova, a estreia na Série B, como se fosse um jogo qualquer. Foi um time totalmente displicente no Serra Dourada e que preservou vários jogadores para esta quarta-feira diante do Goiás, na volta da Copa do Brasil. Nem parecia o Avaí que jogou bem na última quarta, diante do mesmo Goiás. O Vila Nova não foi um grande adversário, muito pelo contrário. É um time cheio de dúvidas e ainda em formação. Um time lento e cheio de fragilidades. Dava pra ganhar, apesar do bom trabalho de organização do técnico Hemerson Maria. O Avaí colheu aquilo que plantou. Jogou de qualquer forma. Acabou derrotado. Começar a Série B com derrota não algo trágico, mas pelo jogo e pelo adversário, dava pra somar pontos. Foram os primeiros pontos desperdiçados na competição.

Equilíbrio

O Goiás perdeu. A Ponte Preta perdeu. O Coritiba perdeu. A Série B promete ser a mais equilibrada dos últimos anos. Não tem bicho-papão, como houve nos anos anteriores, com Internacional, Vasco e Palmeiras. A primeira rodada foi uma amostra muito clara disso. Neste cenário é preciso mandar em casa. Avaí e Figueirense precisam se firmar a partir dos jogos que têm na Ressacada e no Scarpelli. Repito o que escrevi no final de semana: os dois têm obrigação de brigar pelo acesso. Se não fizerem, serão decepções.

Surpresinhas

O presidente Francisco Battistotti voltou a falar do aparecimento de “esqueletos no armário”. Em entrevista à CBN Diário, no sábado, antes do jogo contra o Vila Nova, revelou que apareceram R$ 7milhões e 900 mil em reclamações de dívidas. Citou uma “promissória do volante Régis de 11 anos atrás”. Pelo visto vai ser mais um ano complicado na parte financeira. Apesar de que as questões citadas vão exigir do Avaí um trabalho jurídico para defender que não há dívida em alguns dos casos. Mas aumenta ainda mais as importâncias de 1º, seguir vivo na Copa do Brasil, e 2º, ser forte pra subir da Série B pra Série A. A 3ª alternativa é negociar jogadores, com Luanzinho ou Guga, o que enfraquece a equipe dentro de campo, apesar de abastecer o caixa.

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