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Análise

Chapecoense: ideia tática de Jair Ventura é boa, mas execução ainda está complicada

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Faraco
Por Faraco
01/07/2021 - 18h09
Chapecoense ainda busca a primeira vitória no Brasileirão
Chapecoense ainda busca a primeira vitória no Brasileirão (Foto: Márcio Cunha/ ACF)

A Chapecoense ainda não conseguiu a primeira vitória na Série A. Em oito partidas disputadas foram apenas quatro empates e quatro pontos somados. O técnico Jair Ventura ainda tenta achar a melhor forma de equilibrar o time em campo e tornar a Chape mais competitiva.

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Nas últimas partidas o treinador montou a equipe com um sistema de três zagueiros e linha de cinco atrás, com os dois laterais juntos, pra defender. A disposição da equipe na defesa – sem a bola – é num 5-4-1. A segunda linha tem dois meias por dentro e por fora os dois extremas que recuam.

As duas linhas da Chapecoense na "fase defensiva"
As duas linhas da Chapecoense na "fase defensiva"
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Quando tem a bola o sistema é outro. A ideia é atacar num 3-4-3. Os três zagueiros ficam na última linha, os dois laterais adiantam pra segunda linha se juntando aos meias e os dois extremas se adiantam formando uma nova linha de três no ataque, junto com Anselmo Ramon, o centroavante.

Em tese o time está bem desenhado e de acordo com o que tem sido visto de mais “moderno” até mesmo na edição atual da Euro 2020, em que várias seleções usam sistemas híbridos com linhas de três zagueiros – a Alemanha jogou assim, por exemplo.

Onde estão os problemas?

Linha de cinco está montada, mas armador adversário vem de frente e sem marcação
Linha de cinco está montada, mas armador adversário vem de frente e sem marcação
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A execução ainda não está boa. O encaixe e a movimentação. O primeiro problema é a compactação. Há espaços entre as duas linhas na defesa. Foi ali, neste espaço, por exemplo, que o Fortaleza passou a construir as principais jogadas. Por trás dos dois meias e de frente para os zagueiros.

No 2º gol do Fortaleza, armador adversário livre entre as linhas bagunça a defesa e cria espaço gigante na direita
No 2º gol do Fortaleza, armador adversário livre entre as linhas bagunça a defesa e cria espaço gigante na direita
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Outro problema é o de movimentação e ocupação de espaços na adaptação de alguns jogadores. Claramente, contra o Fortaleza, o lateral esquerdo Mancha estava com dificuldades. A hora de adiantar, a hora de fechar uma linha ou outra... tudo isso precisa ser muito bem coordenado e trabalhado.

Somente com a sequência de jogos e, principalmente, treinamentos – que são poucos – é que o acerto pode vir. A ideia é boa, mas ainda vai demandar um pouco de tempo pra encaixar. E não torna o time nem mais defensivo, nem mais ofensivo. Funcionando vai dar equilíbrio entre ataque e defesa.

Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

siga Faraco

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