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Faraco

Copa América

Conquista esperada da Seleção Brasileira

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Por Faraco
07/07/2019 - 21h32
Brasil conquistou a Copa América ao vencer do Peru pelo placar de 3 a 1. (Foto: Raul Arboleda / AFP)

O jogo final não foi bom. Como não foi a Copa América. Mas a conquista merece aplausos. Foi uma conquista de uma Seleção que entrou na competição para vencer, pressionada e cobrada para isso, e que, ao final, soube vencer. Uma pressão que ficou ainda foi maior quando o Peru foi definido como o adversário da decisão.

Perder seria um vexame monumental, histórico. Vencer, como venceu, não é sinal de que está no caminho certo. Mas é sinal de força local, que precisava ser dado. Perder seria fraquejar em casa mais uma vez. Traria reflexos desastrosos. Não poderia acontecer.

A conquista da Copa América serviu mesmo para dar fôlego ao técnico Tite, que foi extremamente conservador nesta competição. O treinador não quis experimentar. Apostou na segurança e nesta segurança, principalmente defensiva, levou a competição do continente. Alguns destaques desta Copa América talvez não cheguem na Copa do Mundo do Catar. Daniel Alves, por exemplo, foi eleito o craque da Copa América 2019 e é difícil imaginar que esteja ainda em 2022.

A conquista foi merecida, mas foi mero cumprimento de obrigação. O Brasil é melhor, jogava em casa, e não pegou Seleções mais difíceis no caminho, como Uruguai e Chile. Cumpriu seu dever com um brilho relativo. Até mesmo na grande final, contra um time fraco, como a Seleção peruana.

Arbitragens fracas marcam a competição

No sábado, as expulsões de Medel e Messi chamaram atenção para a falta de capacidade dos árbitros desta Copa América. Normalmente, eram os mais nervosos em campo. Na exibição do famoso ‘’eu sou mais macho que você’’ entre o argentino e o chileno, que mais parecia uma briguinha de galo, um amarelo pra cada lado, com autoridade de um bom árbitro, resolvia. Mas um bom árbitro, com autoridade, era tudo que não havia ali.

Assim como na decisão. O chileno Roberto Tobar teve uma condução equivocada, pressionado pelas reclamações argentinas, das declarações muito infelizes de Messi, de que a competição estava ‘’armada para o Brasil’’. O chileno apitou para mostrar que Messi estava errado, e foi errando uma atrás da outra. Errou nos dois pênaltis, errou na expulsão de Gabriel Jessus, e parava o jogo o tempo inteiro com faltinhas inexistentes. Ele foi o árbitro da final e exemplificou as péssimas atuações da arbitragem sul-americana desta Copa América. Uma lástima.

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