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    Copa América: pouco futebol nas quartas de final

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    Faraco
    Por Faraco
    01/07/2019 - 05h15 - Atualizada em: 01/07/2019 - 05h12
    Willian tenta cruzar, mas é travado por jogador do Paraguai
    Falta um brilho agressivo ao Brasil. Foto: Fernando Gomes/Agência RBS

    Foram quatro partidas eliminatórias definindo os semifinalistas da Copa América. Nas quatro partidas o que se viu foi um embate físico e pouco futebol. Os únicos dois gols marcados, que foram feitos pela Argentina diante da Venezuela, são uma demonstração dessa pobreza técnica. E não faltaram bons jogadores, como Philippe Coutinho, Messi, Suarez, Cavani, Vidal, James e Sanchez. Estiveram todos em campo. Mas nenhum deles brilhou individualmente ou fez sua seleção brilhar coletivamente. Os jogos foram amarrados pelos sistemas defensivos e pela falta de acerto das equipes.

    Nem as mais fortes seleções mostraram brilho

    A Argentina, por exemplo, tem o mínimo em termos de conjunto. Não é um time em campo. É uma relação de bons jogadores escalados esperando que Messi faça quase tudo. Tanto ele quanto sua Seleção ainda não fizeram sequer um tempo bem jogado. Fico lembrando daquela Seleção Argentina de 2007, que era um espetáculo em campo, apesar de ter acabado com um vice-campeonato. O Brasil tem o melhor conjunto, mas falta um brilho agressivo, falta um pouco do individual, do decisivo que jogadores de outras épocas tinham. O Uruguai fez apenas 45 minutos brilhantes na estreia e acabou amarrada e sucumbindo diante de uma Seleção Peruana fraca, porém competitiva. O Uruguai sofreu um pouco com lesões, como a do lateral esquerdo Laxalt, que fez falta ao time. O Chile também tem um conjunto muito forte, entrosado, mas está só competindo. Como o Brasil, falta brilho individual. Falta ataque. Faltam quatro partidas. As semifinais prometem muito rivalidade. Que venha o futebol também.

    Gramados estão ruins, mas os jogos foram piores

    As reclamações foram gerais. Começou com Argentina e Colômbia, que saíram da Fonte Nova reclamando bastante. Depois foi Suarez, o camisa 9 do Uruguai, que reclamou do gramado da Arena do Grêmio no empate com o Japão. Depois foi a vez da estrela Messi reclamar. O argentino abriu o verbo e disse que todos os gramados eram ruins, depois de isolar uma bola fácil, livre e de frente pro gol contra o Catar, em Porto Alegre. Veio a vez da Seleção Brasileira reclamar. Também da Arena do Grêmio, logo após ter elogiado bastante a grama do Corinthians. Por último, mais uma vez Messi desceu o verbo. Para o argentino a bola está “parecendo um coelho, que quica pra todos os lados” – a Argentina tinha acabado de jogar no Maracanã, numa partida em que o camisa 10 dos hermanos praticamente não tocou na bola. É preciso reconhecer que os gramados não estão bons, o que não é novidade no Brasil – convivemos com isso, infelizmente. A Arena do Grêmio está realmente péssima. Acontece que os jogadores também não estão nada bem. E não dá pra colocar toda a responsabilidade nos gramados. Messi, por exemplo, foi esperado ansiosamente por muitos torcedores brasileiros, que compraram ingressos e foram vê-lo. Só que ele é uma decepção em quatro partidas. Se não está com fome de bola, poderia, ao menos, caprichar em ser simpático, em vez de ficar reclamando o tempo todo.

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