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Análise esportiva

Demissão de Eutrópio, o técnico que não conseguiu treinar

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Por Faraco
18/09/2019 - 06h18 - Atualizada em: 18/09/2019 - 08h59
Foto: Patrick Floriani

Desde a chegada Vinicius Eutrópio teve que gerenciar crise atrás de crise. Trabalho efetivo de campo, quase não conseguiu fazer. Pegou período de greve e acabou como o técnico da lamentável e histórica noite do WO. Sempre analisei que Vinícius estava muito mais como um passageiro. Um passageiro desse bonde desgovernado que se tornou o Figueirense. Mesmo que tenha analisado, usando o microfone da CBN Diário, e aqui em meus textos, o que ele fez de certo e de errado em suas partidas no clube, é preciso reconhecer que pouco pode fazer neste período. Mesmo que o Figueirense não tenha conseguido nenhuma vitória sob o comando dele, a justificativa dada a ele por Antônio Lopes, que foi a falta de resultados, não era cabível. 

Ouça o comentário na CBN:

A falta de resultados deveria então levar o próprio Antônio Lopes, que até agora, com sua experiência e vivência no futebol, não contribuiu com nada – absolutamente nada – no futebol do Figueirense. Lopes tem os mesmos resultados que Eutrópio – ou melhor, não tem. Os problemas do Figueirense não se resumem ao trabalho de um treinador. Trocar de treinador em meio a uma crise profunda como esta é tentar criar um fato para enganar ou enrolar o torcedor. Mas o torcedor do Figueirense já conhece e já sabe o tamanho do elefante que se instalou no Scarpelli. E é ele o grande e real problema.

O desabafo de Eutrópio

Não teve a mesma contundência de Hemerson Maria, mas Vinicius Eutrópio praticamente disse o que o antigo treinador já tinha dito. Eutrópio falou de arrependimento, e deve ter mesmo. Assumir o Figueirense há 40 dias não era fácil e não seria fácil pra qualquer profissional, mesmo com a identificação que ele tem. Veio pela instituição, mas enxergou neste período o que todos estamos vendo, que este Figueirense atual não tem nada a ver com o Figueirense que todos conheceram. Eutrópio confirmou o plano da direção da empresa logo após o WO, que era demitir pelo menos seis jogadores e mais três membros de comissão técnica. O que não ocorreu na época e poderia, na verdade, inviabilizar o Figueirense para o restante da temporada. A falta de respeito, mais uma vez, foi citada. Vinicius também não foi respeitado como nome histórico, que fez o acesso de 2013 e foi campeão em 2014. E falou em falta de humanidade, que é o que temos percebido também nos últimos dias.

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Rodrigo Faraco

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

rodrigo.faraco@somosnsc.com.br

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