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    Eliminação precoce

    Faltou ambição, estratégia e futebol ao Avaí

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    Faraco
    Por Faraco
    13/02/2020 - 19h16 - Atualizada em: 14/02/2020 - 13h15
    Avaí joga mal e amarga eliminação precoce na Copa do Brasil (Foto: Celio Messias/Uaifoto/Folhapress)
    Avaí joga mal e amarga eliminação precoce na Copa do Brasil (Foto: Celio Messias/Uaifoto/Folhapress)

    Uma equipe que tem objetivos não espera acontecer para correr atrás. O Avaí deixou o jogo passar, fez um jogo muito passivo. Só que na Copa do Brasil todo jogo é decisão. É preciso decidir.

    O Avaí poderia empatar para classificar, mas nem isso soube fazer. Não teve minimamente uma estratégia correta em campo. Uma das partes mais importantes em um jogo de futebol e de uma partida eliminatória é a estratégia do jogo. Foi o que o Avaí em nenhum momento teve em campo.

    O Avaí não fez nada bem. Não defendeu forte, não pressionou no ataque, não teve uma característica marcante que desse à equipe o mérito para vencer ou mesmo classificar. O volante Bruno Silva resumiu com as frases “não soubemos jogar. É jogo de mata-mata”.

    Pra não dizer que não havia nenhuma alternativa, as jogadas pela esquerda, com Capa e Rildo até deram trabalho à defesa da Ferroviária.

    O técnico Augusto Inácio atribuiu a derrota às chances perdidas. Pra ele uma "equipe que tem seis, sete chances de gol, não pode deixar passar". A afirmação é correta, mas não condiz com o que o Avaí fez em campo, pois o time não teve tal volume. Teve chances, mas dentro de uma disputa que estava equilibrada.

    No final das contas, a Ferroviária mereceu o resultado, mesmo que o segundo gol tenha sido em posição irregular de impedimento do atacante Hygor. O time de Araraquara foi mais eficiente para atacar e defender, colocando mais pressão no Avaí, com muita movimentação entre as linhas de defesa e dos volantes avaianos e criando chances.

    A pá de cal foi quando o técnico Augusto Inácio, perdendo por 2 x 0, tirou Valdívia, que bem ou mal é uma esperança, para colocar o atacante Alemão como solução em campo. Era a hora do tudo ou nada e de arriscar. Alemão, até aqui, teve participações muito ruins nas partidas do estadual.

    É uma derrota que deixa reflexos fortes. A cobrança vai começar e tem que começar. A cobrança externa é natural. O torcedor vai pressionar muito a equipe, a comissão técnica e a diretoria com esta eliminação.

    Mas a principal cobrança tem que ser interna. O Avaí, com o investimento que fez, com os jogadores que trouxe, não pode aceitar passivamente esta eliminação de primeira rodada na Copa do Brasil. Precisa, desde já, não aceitar as derrotas, como aceitou na temporada 2019.

    A eliminação é uma pancada forte, financeiramente e esportivamente.

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