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Fernandes "implodiu" a empresa que comanda o Figueirense

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Por Faraco
11/05/2019 - 08h15 - Atualizada em: 11/05/2019 - 08h11
Fernandes está fora da gestão. Foto: Mateus Boaventura/CBN Diário
Fernandes está fora da gestão. Foto: Mateus Boaventura/CBN Diário

A saída de Fernandes é muito expressiva e significativa. As declarações dele são muito fortes. O ídolo das últimas duas décadas de clube saiu desacreditando totalmente o modelo de gestão e a empresa que toca o futebol do Figueirense. A frase foi “eu não acredito mais que a situação da empresa possa ser benéfica ao clube”. O ex-camisa 10 alvinegro pediu muito claramente a mudança. E a palavra de um ídolo tem muita força e repercute demais.

A pressão fica gigante a partir de agora. Outro pensamento de Fernandes é que “não existe salvador da pátria e que o que existe é um grupo de pessoas que trabalha para o bem do clube”. Esta última parte venho escrevendo e comentando há tempos. O Figueirense desenvolveu uma cultura, e o torcedor sempre embarcou, de que alguém iria chegar, pagar as contas e fazer o clube ter sucesso pleno.

Isso vem desde o início dos anos 2000, com as terceirizações. O que está pintando agora é a ruptura com mais uma empresa que faz a gestão do futebol do clube. O apelo do Fernandes ao Conselho Deliberativo ganhou eco na torcida. A atitude do ex-jogador deixou a questão muito clara. Ou a empresa se manifesta com ações contundentes, ou estamos contando as horas e os dias para uma nova revolução no Figueirense.

Semana foi pesada

A semana trouxe uma pancada após a outra para a continuidade da empresa gestora no Figueirense. Primeiro foi o manifesto das torcidas organizadas, que pediram expressamente a saída do grupo e de Cláudio Honigman. O segundo ato foi o vazamento do contrato do clube com a empresa parceira. O documento foi publicado na íntegra nas redes sociais e a publicação dá luz ao trato firmado em 2017, o que até hoje era um mistério, com detalhamento de cláusulas e obrigações de lado a lado, inclusive valores.

O terceiro movimento foi o xeque-mate do presidente do Conselho Deliberativo, Chiquinho de Assis, dando prazo para a empresa mudar o cenário interno no clube. Depois disso, houve a coletiva de Hemerson Maria, que expôs a dificuldade do clube em competir na Série B. Por fim, o quinto ato foi o pedido de demissão de Fernandes.

Enquanto isso, Honigman se manteve distante dos microfones, sem dar certezas ou explicações, o que dificulta a tentativa de manter a credibilidade diante do torcedor.

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