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Faraco

Análise esportiva

Número mágico está mais baixo para a permanência na A e na B e pode ajudar times de SC 

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Por Faraco
10/09/2019 - 10h00 - Atualizada em: 10/09/2019 - 10h06
Catarinenses lutam para fugir dos maus resultados (Foto: Divulgação)

Com a luta dos catarinenses resumida, neste momento, às permanências nas duas primeiras divisões, o negócio é tentar entender o cenário. A conta desta terça-feira se refere ao fato de que os matemáticos começam a projetar um número de corte mais baixo do que os tradicionais 45 pontos – nas duas divisões. Na Série A, atualmente, este chamado “número mágico” está entre 40 e 41 pontos, sendo os matemáticos da UFMG, que tem um site especializado em estatísticas do futebol.

É claro que Avaí e Chapecoense não podem se agarrar a isso. É algo arriscado demais. É importante lutar pela pontuação histórica de 45. Na Série B, Figueirense e Criciúma também têm que mirar os 45 pontos. Mas os mesmos matemáticos já começam a calcular que a pontuação da permanência pode ficar entre 41 e 42.

Escrevo somente para registrar. Este não é um artigo para gerar esperanças. É apenas algo que é preciso fazer, que é analisar o campeonato e as projeções deste. Acontece que o mais importante é o futebol em campo. E, por enquanto, o futebol mostrado nas duas divisões é sofrível e vai precisar de muita luta.

Momento péssimo para o futebol de Santa Catarina

Olhar a tabela de classificação tem sido tarefa difícil para o torcedor catarinense em 2019. Em especial nesta semana. Os dois times da Série A, Avaí e Chapecoense, ocupam as duas últimas colocações – lanterna para o Avaí e vice lanterna para a Chapecoense.

Na Série B, o Figueirense desceu a tabela de classificação e entrou neste final de semana que passou, pela primeira vez, na zona de rebaixamento. Enquanto isso, o Criciúma, que já esteve lá dentro, está na beirada do Z4 pelos números atuais. Cada um tem sua história e seus problemas. 

O Avaí não soube, mais uma vez, planejar a disputa da elite. A Chapecoense se atrapalhou com muitas contratações e montagem da equipe, gastando muito dinheiro sem resultados. No Figueirense o extracampo destruiu o pouco que foi construído no início da temporada. 

E o Criciúma tem um problema crônico que permanece desde que o presidente Dal Farra assumiu, que é a falta de referência no futebol, mesmo com estrutura muito boa e salários em dia.

Falta união e representatividade

Na última semana, quatro dos cinco grandes não compareceram à reunião da Associação de Clubes, que sempre foi um destaque no desenvolvimento do futebol do Estado. Demonstra, no mínimo, desinteresse por alguma união que possa fortalecer os clubes politicamente. 

Fora isso, falta uma expressão maior da Federação Catarinense junto à CBF. É preciso estar em cima, corando erros cometidos contra os catarinenses, ou para evitar questões como o “impedimento” da Ressacada. O “futebol catarinense” parece inerte, sem reação. 

É preciso reagir e se fazer respeitar, minimamente. Pra isso, é urgente que os grandes se unam, e a Federação se coloque a serviço deles junto à CBF. Se não houver nem isso e for cada um por si e com seus problemas e um torcendo contra o outro, o risco segue grande de que não haja nenhum na Série A em 2020, e pelo menos um da Série B descendo à Série C no ano que vem.  

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