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Os desafios de Rodrigo Santana no Avaí

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Faraco
Por Faraco
17/02/2020 - 18h31
Técnico Rodrigo Santana vai ser apresentado nesta terça-feira( Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)
Técnico Rodrigo Santana vai ser apresentado nesta terça-feira( Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Apesar de ter treinado um dos maiores clubes do país, o Atlético-MG, o técnico Rodrigo Santana vai ter no Avaí um grande desafio. Além dos objetivos do clube, tem para ele o que se chama de "trabalho de afirmação" no mercado.

É um aspecto importante, pois, desta vez, o fato é que ele foi contratado. Sim, o Avaí é o primeiro clube dele depois da passagem pelo Atlético-MG e de ter ganhado holofote nacional.

O Leão é o primeiro clube que vai atrás dele e aposta nas características e no trabalho que pode desenvolver para tocar um projeto.

O segundo trabalho nesta realidade é geralmente o "trabalho da afirmação".

No Atlético ele não foi contratado. Estava nas categorias de base e entrou no profissional como interino. Teve bons resultados, foi ficando e, depois da Copa América, foi efetivado.

Campanha no Atlético-MG

No Galo, treinou a equipe em um resto de Campeonato Mineiro – as duas finais diante do Cruzeiro – ficando com o vice-campeonato, e em um resto de Libertadores – os dois últimos jogos da fase de grupos, em que o time foi eliminado. Substituindo o técnico demitido, Levir Culpi.

No Brasileiro, teve 25 jogos, com apenas nove vitórias. Contra o Avaí, venceu uma, em Minas, e perdeu a outra, na Ressacada.

Fez uma campanha de semifinal na Copa Sul-americana, eliminado pelo Colón, da Argentina, nos pênaltis, em pleno Mineirão.

E na Copa do Brasil caiu nas quartas-de-final para o Cruzeiro.

Avaí tem que ser protagonista

Em Minas, Rodrigo Santana ficou conhecido como um técnico que organiza as equipes de trás pra frente, com forte estrutura defensiva e saídas de contra-ataque – o tal futebol reativo.

Chegou a fazer, numa sequência no início do returno, uma linha de cinco jogadores na defesa, contra Palmeiras e Flamengo, fora de casa. Empatou em São Paulo e perdeu no Rio de Janeiro.

A questão é o Avaí deste ano, montado para ser ofensivo. E que vai ser cobrado por sua torcida para ser protagonista no Catarinense e na Série B do Brasileiro.

Além da afirmação profissional no mercado, também há o desafio de montar um time ofensivo, agressivo e que não espera, e sim toma iniciativa com posse de bola. Rodrigo Santana vai ter que mostrar que pode ter outro perfil para fazer deste Avaí, que tem jogadores qualificados do meio pra frente, um time que vai pra cima e que manda ou, pelo menos, tenta mandar nos jogos.

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Rodrigo Faraco

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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