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Passagem de Valentim no Avaí não foi boa

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Faraco
Por Faraco
11/10/2019 - 15h47 - Atualizada em: 11/10/2019 - 16h02
Alberto Valentim conseguiu apenas três vitórias em 15 jogos no comando do Avaí(Foto: Leo Munhoz / NSC Total)
Alberto Valentim conseguiu apenas três vitórias em 15 jogos no comando do Avaí (Foto: Leo Munhoz / NSC Total)

A passagem do técnico Alberto Valentim pelo Avaí não foi boa. Pegou o time na lanterna e larga na vice-lanterna do Brasileirão 2019. Em 15 jogos, foram apenas três vitórias. Foram oito derrotas. E um futebol que até teve mais elaboração, com mais posse de bola, mas organização, mas que não fez o Avaí mais competitivo.

Em nenhum dos 15 jogos se viu um time que realmente estivesse com um jeito de decisão de campeonato, com uma intensidade maior e disputando pra ganhar todas as divididas. Muito pelo contrário, o Avaí em muitos jogos teve uma marcação leve, deixando a defesa exposta, jogando de peito aberto partidas contra equipes como o Grêmio, o Flamengo e o Santos.

Novela na saída não foi legal pra nenhuma das partes

O Avaí deveria ter tomado a frente na questão sobre a permanência ou não de Valentim antes mesmo da partida contra o Vasco. Não foi a forma mais correta de encerrar o trabalho com Alberto Valentim dirigindo o time num confronto direto de duas equipes que são adversárias de tabela do próximo time do treinador, o Botafogo.

Estava claro que Valentim desde o princípio queria ir para o Botafogo. O Avaí permitir ainda um último jogo a ele foi desnecessário. Foi mais uma partida jogada fora. Seria diferente se Valentim tivesse descartado de imediato a proposta carioca, se mantendo firme ao trabalho executado no Avaí.

Fora que todo o ambiente da semana foi de um foco desviado da partida, já que o assunto interna e externamente era a possível saída do técnico. Com isso, mais uma rodada se passou e, agora é menos um jogo para lutar contra o rebaixamento.

A condução foi, mais uma vez, equivocada. O Avaí se permitiu. Não deveria.

O futuro pode ser melhor

Dependendo de qual for o caminho a ser escolhido pelo Avaí a partir de agora, o time pode crescer. Se há um legado, como disse o presidente Francisco Battistotti, é mais organização e até um pouco mais de posse de bola. Mas falta competitividade e agressividade. Falta jogar como se o mundo fosse acabar amanhã.

Evando é o interino e o presidente deu a entender que fica. Tem conhecimento suficiente do que a torcida exige do time dentro de campo. Evando sabe que pode faltar técnica e qualidade, mas jamais o torcedor avaiano vai permitir que falte raça e garra, competição. Se for ao mercado, o Avaí deveria procurar um técnico acostumado com estas reviravoltas, de lutas finais em pontos corridos contra o rebaixamento.

Evando, Avaí
Evando sabe que pode faltar técnica e qualidade, mas jamais o torcedor avaiano vai permitir que falte raça e garra, competição
(Foto: )

Como o CSA fez ao contratar Argel. Entre ficar com Evando, como um treinador interino, que vai ficando a cada rodada de acordo com os resultados, e ir ao mercado, acredito que o Avaí deveria ir ao mercado. Daria um sinal forte interno e externo de que pretende lutar muito em 14 rodadas contra a volta à segunda divisão. 

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Os jogos do Avaí sob o comando de Alberto Valentim

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Rodrigo Faraco

Colunista

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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