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Faraco

Série A

Perder em São Januário seria injustiça

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Por Faraco
20/05/2019 - 06h30
Jogador Daniel Amorim comemora gols aos 49 minutos do segundo tempo
Daniel Amorim fez valer atuação avaiana. Foto: Andre Melo Andrade/AM Press & Images/Folhapress

O gol de Daniel Amorim, aos 49 do segundo tempo, deu um empate ao Avaí em São Januário. Era o empate que o Leão não merecia. Na verdade, o time jogou muito melhor que o Vasco e fez o suficiente para vencer. O Avaí merecia três pontos no Rio de Janeiro. Que só não vieram porque Sidão, desta vez realmente, foi o melhor jogador em campo. O goleiro do Vasco impediu com sete defesas durante todo o jogo – pelo menos duas delas mais difíceis – que o Leão vencesse no Rio. O único momento em que o Vasco conseguiu se impor foi depois do gol de Ricardo Graça, aos 36 minutos. Aos 43, Vladimir que teve que fazer uma defesa salvadora e depois Fellipe Bastos perdeu com o gol aberto. Foi uma instabilidade momentânea da equipe que sentiu o gol do Vasco e passou a errar. Mas não desistiu de lutar para buscar o empate que veio praticamente no último lance. Cruzamento de Luan e gol de Daniel Amorim, numa daquelas ironias que o futebol tem. Ele foi pro banco pelas atuações ruins neste início de Brasileirão. Mas voltou para marcar e fazer valer a atuação avaiana com o pontinho somado.

Jogo referência

A escalação foi diferente. O time funcionou. Num sistema 4-1-4-1, com Pedro Castro de volante e uma linha de quatro jogadores que faziam uma marcação agressiva de meio de campo e uma chegada forte e qualificada a frente. Eram Caio Paulista, Gegê, Matheus Barbosa e João Paulo. Marcavam forte, roubavam bola e saiam com qualidade e agressividade para finalizar. O time teve mais posse de bola durante todo o jogo, fechando com 50,3% ao final. Só que o dado que chama atenção é o número de finalizações. Foram 16 durante todo o jogo, contra 10 do Vasco. Sete foram no alvo, exigindo defesas de Sidão. As atuações anteriores não funcionaram e exigiam de Geninho modificações. O técnico fez estas modificações e o time funcionou em campo. Vale a pena insistir nesta formação como referência para os jogos seguintes.

Individualmente, o Avaí teve novidades muito boas

Caio Paulista teve a sua oportunidade e foi muito bem. O jovem jogador da base avaiana fez muito em São Januário. Foi um grande desafogo para o Avaí no jogo, segurando bola no ataque, indo para cima da marcação, driblando, arrastando e chutando a gol. Saiu de campo cansado de tanto que entregou. Outro que jogo muito bem foi o meia Gegê, que esteve por dentro no meio formado por Geninho e participou ativamente da marcação e da criação do time. Também só saiu porque cansou. O atacante Brenner fez sua estreia, não fez gol, mas também foi bem no jogo. É um jogador que acrescenta ao ataque na qualidade de jogo, trocando passes com os meias, e ajudando o time a criar e finalizar. Não teve uma real chance de gol, o que ameniza não ter marcado.

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