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Faraco

Permanência da Chapecoense foi confirmada em jogo morno

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Por Faraco
03/12/2018 - 14h43 - Atualizada em: 03/12/2018 - 14h43
Foi uma tarde nervosa em Chapecó
Foi uma tarde nervosa em Chapecó. Foto: Liamara Polli/Estadão Conteúdo

Valeu muito a permanência, mas foi uma tarde nervosa. A Chapecoense não conseguiu, ou mesmo não quis como estratégia, sair quente e para cima do São Paulo no início do jogo como fez contra o Sport. E a partida ficou arrastada, lenta. O tempo não passava. E a Chape ficava nas mãos dos outros resultados. Era uma estratégia muito arriscada. Só se arriscar e ser agressiva se em alguma partida houvesse um gol que complicasse a vida do time e a permanência. Sim, porque o único resultado que garantia mesmo a Chape na Série A era a vitória. Com o empate, a equipe precisaria contar com os tropeços de América-MG e Sport também. Mesmo que fosse também arriscado se expor contra o São Paulo e deixar alguns espaços, era melhor tentar fazer aquilo que garantia a primeira divisão sem depender dos outros. O jogo ficou muito ruim no primeiro tempo. O tricolor paulista tentava, principalmente com as jogadas de Helinho. Mas não conseguia furar o bloqueio defensivo. Já o Verdão do Oeste não encaixava contra-ataques e dependia bastante da bola parada, como conseguiu até uma bola na trave.

Alivio com o gol

É verdade que o durante todo o tempo o único momento de real medo foi quando, ainda no primeiro tempo, o torcedor soube que o América-MG tinha um pênalti para bater e abrir o placar no Maracanã. Se os mineiros fizessem, tudo se complicava. Quando o goleiro do Fluminense, Júlio César, defendeu, a torcida vibrou na Arena Condá e respirou um pouco aliviada logo depois com o gol do Fluminense. Ao mesmo tempo, o São Paulo sabia que precisaria do tropeço do Grêmio, o que não ocorria em Porto Alegre. Muito pelo contrário, o Grêmio ganhava desde o início a partida e inibia qualquer chance do Tricolor ficar com a vaga direta na Libertadores. Mas o alívio real só veio com o gol de Leandro Pereira, aos 22 minutos do segundo tempo. Imagina depender até o final do tropeço do Sport contra o Santos, em Recife? O Sport fez o primeiro gol aos 38 e tudo virou tensão novamente. O roteiro era mesmo de deixar muito torcedor com o coração na mão. A própria Chapecoense em campo só foi se soltar realmente depois de pular a frente no placar, mas soube no final que precisava segurar o 1 a 0 no placar. E a tensão seguiu até o apito final.

Claudinei ajustou a defesa

Quando Claudinei Oliveira chegou, o pessoal da rádio Super Condá, de Chapecó, quis bater papo e saber como era o trabalho dele. Disse que ele iria ‘’arrumar a cozinha’’, que é uma expressão utilizada para dizer que vai arrumar o sistema defensivo. Dito e feito. A Chapecoense ganhou jogos porque não tomou gols. Foram vitórias fundamentais contra América-MG, Santos e São Paulo, sem tomar gols. A única vitória em que houve um gol do adversário foi contra o Sport, mas já havia o conforto dos 2 x 0 no placar. Na verdade, foi até o melhor jogo da equipe sob o comando de Claudinei. Era pra ter feito 4 x 0 ainda no primeiro tempo, tamanho o volume de jogo e as chances perdidas. Dá pra dizer tranquilamente que se Claudinei tivesse chegado antes, a Chapecoense talvez tivesse respirado melhor no final do campeonato. O time seria mais competitivo, como sempre foi a característica do Verdão, o que Guto Ferreira passou longe de fazer.

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