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Copa do Mundo

Seleção Brasileira sobra na América do Sul, mas foco tem que ser Europa

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Faraco
Por Faraco
09/06/2021 - 15h01
Neymar e Richarlison comemoram gol contra o Paraguai
Neymar e Richarlison comemoram gol contra o Paraguai (Foto: Lucas Figueiredo/ CBF)

As Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo 2022 viraram um passeio para a Seleção Brasileira. Tirando a Argentina, o time do técnico Tite está sem adversários no continente. E a Argentina porque tem Messi, que fique bem claro.

Com as vitórias desta passagem das Eliminatórias, contra Equador e Paraguai, já são seis jogos, 100%, 18 pontos somados e a classificação para a Copa virou contagem regressiva. Com mais três vitórias a Seleção Brasileira estará garantida no Mundial.

Mas a questão não é essa. O desafio não é classificar. Isso é obrigação para uma Seleção do porte da brasileira. O desafio é ganhar a Copa do Mundo novamente – algo que não acontece há 19 anos, desde o penta em 2002. De lá pra cá os Europeus despacharam a Seleção. Em 2006 a França eliminou o Brasil, em 2010 foi a Holanda, em 2014 a Alemanha passeou nos 7 x 1, e em 2018 foi a vez da Bélgica.

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Antes da Copa da Rússia, a impressão também era que estávamos muito bem. Com a chegada de Tite em 2016, o Brasil sobrou no ambiente local. Mas na Rússia, já na primeira rodada da Copa, empate em jogo duríssimo com a Suíça.

O foco tem que ser os Europeus. A lista tem a França, campeã mundial 2018, a Bélgica, sempre fortíssima e primeira no ranking Fifa, Portugal, ganhadora da primeira edição da Liga das Nações e atual campeã da Euro, a Alemanha, a Espanha, a Holanda, a Croácia, e até mesmo a Inglaterra.

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Tite precisa fazer um mescla entre as Seleções principal e olímpica para tornar o time ainda mais forte. E tem que exigir amistosos contra algumas destas Seleções já a partir do início do próximo ano.

Os jogos locais atualmente não servem mais como referência de qualidade e força. Se quiser ganhar a Copa em 2022, a Seleção Brasileira não pode cair nesta armadilha.

Rodrigo Faraco

Colunista

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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