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Copa América

Virou obrigação total e pressão o título para o Brasil

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Faraco
Por Faraco
05/07/2019 - 09h05
Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Se a decisão fosse contra a Argentina, não haveria obrigação, apesar de favoritismo brasileiro. Se fosse contra o Uruguai, tudo igual e em aberto. Se a final fosse diante do Chile, favoritismo brasileiro também. Mas por ser diante do Peru coloca amplo favoritismo à Seleção, com contornos de obrigação. O que coloca uma pressão maior no jogo e no Brasil. Imagine a Seleção perder uma final de Copa América para o Peru no Maracanã – isso depois de ter goleado a mesma seleção peruana durante a competição. Não pode perder.

Uma derrota seria catastrófica e teria grandes repercussões negativas sobre os jogadores, sobre a comissão técnica e, digo mais, traria à tona novamente amplas discussões sobre o futebol brasileiro. O Peru é zebra. Era zebra diante do Uruguai e do Chile, passou em terceiro no grupo do Brasil, atrás da Venezuela. Teve muita luta nas quartas e fez o jogo perfeito na semifinal.

Mudança depois da goleada

É verdade que naquela partida da Arena Corinthians, o Peru tentou jogar de igual pra igual com o Brasil. A postura custou caro. O placar foi 5 a 0 e poderia ter sido ainda maior. Diante do Uruguai e do Chile, a estratégia foi outra. Na semifinal funcionou perfeitamente. O Peru ficou na defesa e saiu em contra-ataques. No jogo do Uruguai não funcionou tão bem, mas foi uma postura bem mais defensiva também.

Não fosse algumas precipitações dos atacantes uruguaios, os dois gols do segundo tempo teriam valido e a Seleção de Guerrero estaria eliminada. Por um pé, em dois lances, Suárez e Cavani estavam impedidos. Mas na Arena do Grêmio, na última quarta, o time se defendeu bem e saiu muito bem em velocidade. Além de tudo isso, o goleiro Gallese, que falhou feio contra o Brasil, passou a ser o destaque absoluto.

Brilhou na disputa por pênaltis contra o Uruguai e barrou o ataque chileno. Essa postura diferente é tudo que pode complicar a Seleção Brasileira no domingo. É só lembrar as retrancas da Venezuela e do Paraguai pra entender. O time tem muitas dificuldades de furar defesas bem montadas.

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Rodrigo Faraco

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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