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    Crianças da comunidade quilombola são destaques em exposição

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    Por Lisandra Oliveira
    26/05/2019 - 13h57 - Atualizada em: 26/05/2019 - 14h06
    Roy Schulenburg/ Exposição segue até 2 de julho e quer chamar a atenção das pessoas para as condições de vida das crianças e da comunidade quilombola que vive em Pirabeiraba
    Roy Schulenburg/ Exposição segue até 2 de julho e quer chamar a atenção das pessoas para as condições de vida das crianças e da comunidade quilombola que vive em Pirabeiraba

    O reconhecimento da comunidade quilombola Beco do Caminho Curto, de Pirabeiraba, em Joinville, motivou o fotógrafo, Roy Schulenburg a expor para o público, fotos de crianças durante as ações do projeto de extensão Caminho Curto da Univille na comunidade. Os pais das crianças autorizaram a divulgação das imagens que estão expostas na Galeria de Arte Garten até 2 de julho.

    “Em Joinville, com sua colonização predominantemente alemã, não se fala sobre o papel da população afrodescendente na colonização da cidade, tampouco sobre suas tradições, memórias e cultura. Relatos históricos comprovam a utilização de mão de obra escrava na construção da então Colônia Dona Francisca”, explica Roy sobre a importância da mostra como meio de conhecimento, respeito e conscientização racial.

    E é sobre o futuro que Roy quer falar com a exposição ‘Crianças do Caminho’. “O olhar puro das crianças que vivem nesta comunidade traz esperança de um mundo melhor. É por essas crianças que a sociedade precisa rever padrões, e não diminuir a dimensão dos problemas raciais e a falta de consciência humana que ainda vivemos até hoje”, ressalta .”

    Segundo o fotógrafo, os remanescentes quilombolas que vivem no Distrito Pirabeiraba até hoje não têm saneamento básico, energia elétrica e ainda se deparam com a escassez de horários do transporte público que dificultam uma rotina de trabalho e estudo. O projeto de extensão da universidade com a comunidade quilombola começou em 2018 e envolve atividades e oficinas sobre temas como direitos humanos, direitos ligados à terra, à saúde e à educação, considerados fundamentais no processo de certificação da comunidade. A certificação da comunidade como quilombola foi publicada no início do mês por meio de uma portaria da Fundação Cultural Palmares.

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