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    Comércio exterior catarinense tem forte recuo no ano 

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    Loetz
    Por Loetz
    06/11/2019 - 09h42 - Atualizada em: 06/11/2019 - 10h42
    (Foto: Sirli Freitas, Especial, BD 31/03/2015)
    (Foto: Sirli Freitas, Especial, BD 31/03/2015)

    Em outubro as exportações de Santa Catarina somaram US$ 638,41milhões e as importações US$ 1.594,83 milhões. Na comparação com o mês anterior, as exportações recuaram 4,74%, e as importações cresceram 4,62%. Frente ao mesmo mês do ano anterior, as variações foram de -27,88% e de 8,19%, respectivamente. De janeiro a outubro deste ano, o volume exportado totaliza US$ 7.326,68 e o importado US$ 1.4212,55. Esse resultado representa um recuo de 4,28% nas vendas e de 8,83% nas compras do ano.

    Os principais produtos exportados por Santa Catarina foram: carnes de aves, que representa 22,19% da pauta exportadora e cresceu 9,91% em relação ao mesmo período de 2018; carne suína, com participação de 8,6% e crescimento de 29,57%; e soja, com participação de 7,41% e retração de 33,68% no ano. Os demais itens com maior presença na pauta são partes de motor (4,91%) e motores elétricos (4,41%), que registraram variação de 0,67% e 1,09%, respectivamente.

    No mês de outubro, os principais destinos das exportações catarinenses foram: China, com participação de 16,74% e queda de 31,89% em relação ao mesmo período de 2018; os Estados Unidos, na sequência, com participação de 14,54% e queda de 12,21% nesse comparativo. O Argentina é o terceiro principal destino das exportações, com participação de 4,91% e também teve queda, de 44,49%. México e Japão participam com 4,59% e 4,1% do total exportado, respectivamente.

    Até outubro, os produtos que tiveram melhor desempenho em comparação com o mesmo período de 2018 foram os de baixa tecnologia: alta de 1,35%, mantendo sua participação na pauta em 61%. Já os produtos de média-alta tecnologia diminuíram 1,12%, representando mais de um quinto - 22,73% - do total. Já os bens de alta tecnologia exportados pelas indústrias catarinenses mostraram redução de 2% e tiveram participação na pauta de 0,36%. Por último, as exportações de média-baixa tecnologia mostraram diminuição de 20,67% e participação de 6,08%.

    O nível tecnológico do que se produz - e se exporta - está diretamente atrelado ao padrão de inserção global das empresas. Não é por acaso que uma das principais bandeiras da Fiesc é aumentar o grau de internacionalização das companhias catarinenses - algo decisivo para a economia manter-se efetivamente competitiva, num ambiente macroeconômico no qual dispor de tecnologia de ponta e; equipe técnica e de vendas afiada se mostrar ao mundo são elementos fundamentais.

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