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    Empresa catarinense inova em nanotecnologia para enfrentar o coronavírus

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    Loetz
    Por Loetz
    19/06/2020 - 08h53
    Coronavírus
    Coronavírus

    A aplicação de nanopartículas antivirais e antimicrobianas em tecidos, plásticos, tintas, cerâmicas e outras superfícies é uma inovação que surgiu em Florianópolis para o enfrentamento da Covid-19. O projeto recebeu aporte de R$ 20 mil do Fundo Empresarial para Reação Articulada de Santa Catarina Contra o Coronavírus (FERA-SC), instituído pela Federação das Indústrias de Santa Catarina.

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    Até agora o fundo aprovou 11 projetos, que incluem compra de respiradores e de materiais de proteção individual, como face shields, máscaras e aventais e custeio de entrega de respiradores consertados.

    Especializada na produção de nanotecnologia (compostos em escala molecular ou atômica), a empresa TNS já desenvolvia bactericidas e fungicidas para aplicação em tecidos e outras superfícies.

    Com a chegada da Covid-19, passou a pesquisar o uso de antiviral, chegando a um produto intitulado Protec-20. Ele pode ser aplicado em tecidos, cerâmicas e polímeros (incluindo plásticos e tintas e vernizes). No tecido, por exemplo, ele pode ser incorporado à composição de fios de poliéster ou poliamida casos que podem promover a durabilidade em centenas de lavações.

    Pode ser aplicado superficialmente na indústria também sobre peças acabadas, com efeitos muito menos duradouros, de algumas poucas lavagens. Ensaios confirmaram que o composto inibe a proliferação de vírus, sejam eles os encapsulados (como é o caso dos diversos coronavírus) e os não encapsulados.

    O produto é atestado como virucida por diferentes laboratórios de pesquisa aplicada e segue as normas reconhecidas pela Associação Internacional de Virologia; é eficaz contra herpesvírus, adenovírus, os coronavírus tradicionais e H1N1.

    A Anvisa ainda não reconhece laboratórios nacionais capazes de certificar antivirais que combatam o Covid-19, pois ainda não há cepas disponíveis para tal certificação. O insumo pode ser líquido, em pó ou em resina. Não é voltado para o consumidor final e sim para o setor industrial. Depois de desenvolvida a solução, o principal desafio da TNS passou a ser a realização de testes que garantem sua eficácia em cada tipo de aplicação..

    O Fundo Empresarial para Reação Articulada de Santa Catarina Contra o Coronavírus (FERA-SC) destinou R$ 20 mil para a validação do Protec 20, valor que foi aplicado na realização de testes.

    O produto pode ser aplicado especialmente em materiais e equipamentos hospitalares, desde os tecidos (máscaras, aventais, lençóis) até tintas de paredes e de equipamentos. O virucida já é comercializado no Brasil e em mais seis países – Colômbia, Suíça, Espanha, Austrália, Índia e China.

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