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Empresário Bruno Breithaupt dá dicas para quem deseja alcançar o sucesso

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Por Loetz
19/08/2019 - 17h40 - Atualizada em: 27/08/2019 - 20h48
Bruno Breithaupt preside o sistema Fecomécio/SC Sesc Senac desde 2010
Bruno Breithaupt preside o sistema Fecomécio/SC Sesc Senac desde 2010

Bruno Breithaupt nos recebeu numa sala clean na sede da empresa e, durante 95 minutos falou de suas convicções e aprendizados. Destacou a importância de ordem e disciplina para se alcançar o sucesso. Nesta entrevista afirma que o líder tem de ter as melhores informações para decidir bem e fala sobre a essencialidade do cliente para qualquer organização que queira crescer.

O empresário preside o sistema Fecomécio/SC Sesc Senac desde 2010. A federação reúne 72 sindicatos patronais dos setores de serviços, habitação, varejo, atacado, turismo, supermercados e comércio farmacêutico em Santa Catarina englobando 620 mil empresas. Breithaupt é conselheiro da Confederação Nacional do Comércio (CNC); presidente da Câmara de Comércio e Indústria e Turismo Santa Catarina – Argentina. Integra o conselho de administração do Comércio e Indústria Breithaupt S.A e é, ainda, membro de outros órgãos e conselhos.

O que caracteriza um líder?

Bruno Breithaupt – O líder tem de dispor das melhores informações e treinar os funcionários para deles receber as informações mais precisas para a tomada de decisão. O líder deve empoderar as pessoas para torná-las responsáveis pelos seus atos. O líder tem de ter muita paixão no que faz. E fazer com que as pessoas trabalhem focados com este objetivo. O líder ainda tem de ter carisma e clareza na comunicação. As pessoas têm de ser resilientes e têm de ter capacidade de adaptação às mudanças que vão ocorrendo. Sem paixão, não dá! E, claro, é preciso acordar cedo e dormir tarde todo dia. Fundamental, também, é ter disciplina, fator importante para se atingir os resultados.

O que o senhor aprendeu ao empreender no varejo?

Breithaupt – Temos que escutar muito as pessoas. Isso me tornou mais humilde e adquirimos mais conhecimento com o convívio com os outros no dia-a-dia. Ter pessoas inteligentes ao lado ajuda a crescer.

O que é necessário para o jovem se transformar em empresário de sucesso?

Breithaupt – O jovem precisa ter especialização profissional, aliada a uma melhor qualificação e traçar objetivos. Digo aos jovens para fazerem sempre o que têm medo de fazer e eles me perguntam porque. Porque o medo faz as pessoas se reinventarem. Acredito que ousadia e busca por resultados também são ingredientes essenciais.

O que o empresário não deve fazer ao longo de sua trajetória?

Breithaupt – Ele não pode, nunca, esquecer de seus clientes. E nem das necessidades deles que o negócio oferece. É muito importante tratar o cliente com ética e respeito. Afinal de contas é ele quem paga a folha e as despesas da empresa.

Breithaupt também é conselheiro da Confederação Nacional do Comércio (CNC)
Breithaupt também é conselheiro da Confederação Nacional do Comércio (CNC)
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Quais oportunidades não se pode desperdiçar?

Breithaupt – As oportunidades estão na inovação. Temos de estar abertos a novas possibilidades com relação a tecnologias. Acompanhar as transformações é fundamental porque oxigena a percepção e facilita o surgimento de oportunidades. O networking é bastante importante na construção e consolidação de carreiras porque permite a troca de informações e experiências.

Que transformações enxerga?

Breithaupt – As pessoas, em especial os jovens, querem usufruir das coisas. E não mais ter as coisas. A posse está perdendo o encanto. E, mediante o intensivo uso de aplicativos, querem ter acesso a serviços.

É possível planejar o sucesso profissional ou empresarial?

Breithaupt – Sim, é possível planejar o sucesso via desenvolvimento de ideias mediante método e disciplina. Claro que há variáveis incontroláveis, como condições climáticas e flutuações de mercado. O empresário, em especial no varejo, precisa saber comprar bem e, assim, conseguir negociar condições favoráveis.

Qual foi teu maior acerto?

Breithaupt – Certamente o meu maior acerto foi ter participado ativamente do associativismo. Há 40 anos não havia internet. Ingressei na Câmara de Dirigentes Lojistas de Jaraguá do Sul e fiz parte do Rotary Club. Aprendi muito com gente mais experiente de diferentes setores. Então pude ter visões mais apuradas e completas de como agir e trabalhar.

E qual foi teu maior erro?

Breithaupt – Foi, em alguns momentos, ter acreditado em possibilidades sem fazer leitura adequada do cenário econômico e, por conta disso, me equivoquei em algumas decisões na empresa.

Quem é teu guru?

Breithaupt – Tive forte relação com meu pai e meu avô. Foram os motivadores para minha vida profissional.

E fora do círculo profissional?

Breithaupt – Certamente Eggon João da Silva, Rodolfo Hufenüssler e Durval Marcato. Os três sempre demonstraram enorme espírito e interesse comunitários.

Tema de interesse do empresário, o compliance, segundo ele, diminui o poder do presidente e o comitê age para que haja transparência na administração
Tema de interesse do empresário, o compliance, segundo ele, diminui o poder do presidente e o comitê age para que haja transparência na administração
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Como a política influi na vida empresarial e nos negócios?

Breithaupt – Sempre estive fortemente ligado à política empresarial. Isso favoreceu e provocou mais reflexão e diálogo para encontrar os melhores caminhos com objetivo de sustentabilidade e perenidade. É árduo conseguir chegar a este objetivo atualmente. É preciso ser intransigente na defesa da sustentabilidade. A carga tributária é elevada demais e é necessário dar continuidade às reformas.

Segurança jurídica e controle de gestão são temas contemporâneos e atemporais.

Breithaupt – Integro o comitê de compliance do Sebrae e há seis meses estamos aplicando regras de compliance na Fecomércio. O compliance diminui o poder do presidente e o comitê age para que haja transparência na administração.

O senhor está muito afeito ao tema compliance. Alguma razão em especial?

Breithaupt – O compliance é instrumento contemporâneo que vem para reforçar e melhorar a gestão de companhias e instituições. Falando nisso, minha sugestão é que o compliance seja aplicado nas entidades empresariais, contemplando todas as associações empresariais e federações.

Qual é o livro mais inspirador que o senhor já leu?

Breithaupt – Estou lendo “Compliance – aspectos polêmicos e atuais”. Mas, sem nenhuma dúvida, o livro mais instigante é a trilogia Ramsés.

Na essência, o que mudou no teu pensamento, e na prática, como empresário, nestes últimos vinte anos?

Breithaupt – Há 20 anos o mundo era muito pequeno. Era tudo muito empírico. Não havia as ferramentas e as informações disponíveis hoje. Dados e consultorias mudaram a compreensão das coisas e do mundo.

Este conteúdo faz parte do projeto que marca os 20 anos da coluna econômica do jornalista Claudio Loetz. Até dezembro, 20 empresários vão compartilhar, neste espaço, conhecimentos, informações e visões em formato de grande entrevista.

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Cláudio Loetz

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Claudio Loetz é um dos mais renomados colunistas de economia do Sul do Brasil. Com textos analíticos e informativos, é a principal fonte de informação para os interessados em negócios em Joinville e região.

claudio.loetz@somosnsc.com.br

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