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Entrevista

Pendência dos licenciamentos ambientais faz cair oferta de imóveis em Joinville

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Por Loetz
12/07/2018 - 02h45 - Atualizada em: 12/07/2018 - 12h38
(Divulgação)

O empresário Vilson Buss (foto) toma posse na presidência do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Joinville (Sinduscon) pedindo acerto entre os agentes dos poderes públicos em torno da questão de licenciamento ambiental, já que os mais de 600 processos continuam parados à espera de análises, desde o momento em que a Prefeitura de Joinville enviou ao Instituto de Meio Ambiente os processos e, depois, a Justiça os devolveu ao município. Ele também fala sobre como enxerga o cenário para os negócios.

 

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O senhor assume o Sinduscon num momento em que as obras estão paradas em razão da pendência na questão do licenciamento ambiental. O que isso significa para o setor?

Vilson Buss – Certamente, este é o grande problema. Tem de haver conciliação entre os entes públicos – Instituto de Meio Ambiente (IMA), Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Sama) e Ministério Público. O setor quer regras claras e segurança jurídica para poder investir, agir. 

 

Investimentos foram todos paralisados?

Vilson – Há um gap de nove meses e nenhum licenciamento pode ser feito. Há projetos importantes, como o da construção de hospitais, de indústrias, de prédios residenciais e empreendimentos comerciais, que não conseguem acontecer. 

 

Há dados mostrando isso?

Vilson – O volume total de projetos que obtiveram aprovação na Prefeitura caiu de 293.039 m² entre janeiro e maio de 2017 para 268.936 m² em 2018. O número representa soma das diferentes áreas que necessitam de alvará (residências uni e multifamiliares, comércio, indústria, serviços, instituições e empreendimentos de uso misto – residencial/comercial). Na média mensal, de janeiro a maio, foram 53.787,20 m² em 2018 contra 58.607,80 m² no ano passado. Difícil é a situação das indústrias: nos cinco primeiros meses de 2017, houve um total de 56.806 m² em projetos aprovados e, no mesmo período deste ano, foram aprovado apenas 20.467 m².

 

Uma das consequências é a diminuição de oferta de apartamentos e casas na cidade.

Vilson – Exatamente. Sem novos lançamentos, o estoque de imóveis para compra ou locação vai diminuindo. E isso, claro, pressiona os preços para cima. Mas, claro, nos limites do poder de compra da população. Em 2016, a oferta lançada foi de 3.441 imóveis; no ano passado, 2.963; e agora há 2.044. 

 

E também determina fuga de investimentos?

Vilson – Sim. Os investimentos estão fugindo de Joinville. Essa situação faz com que investidores escolham outras regiões para iniciar seus empreendimentos. Sem as licenças e com a queda no volume de projetos aprovados, empresas tiveram que adiar os investimentos na cidade, diminuir o ritmo de obras e até reduzir seus quadros de funcionários, perdendo competitividade e força de venda.

 

Quem é o cliente que compra imóvel, atualmente, em Joinville? Vilson – Sessenta por cento da demanda são de quem ganha até R$ 2.600 por mês. Então, como o limitador de aquisição é o ganho mensal, para se comprar um apartamento ou uma casa de R$ 200 mil a prestação, exige-se renda familiar que varia de R$ 3 mil a R$ 7 mil.

 

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Cláudio Loetz

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Claudio Loetz é um dos mais renomados colunistas de economia do Sul do Brasil. Com textos analíticos e informativos, é a principal fonte de informação para os interessados em negócios em Joinville e região.

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