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    Crônica

    Isso não é home office

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    Marcos
    Por Marcos Piangers
    05/06/2020 - 17h42
    Você não entende como alguém pode gostar de trabalhar em casa.
    Você não entende como alguém pode gostar de trabalhar em casa.

    Seus filhos ≥iounjk dfscgx caminham por cima m;lifsdjl fdsafza do seu teclado jklo;./ zsdf enquanto você tenta escrever. Suas reuniões profissionais são interrompidas com gritos de “Pai, acabei! Vem me limpar!”. Você empresta seu celular para seu filho assistir aula de artes e ele devolve o aparelho todo sujo de tinta. Mais tarde, você descobre que ele apagou todas as suas anotações do bloco de notas e que respondeu alguns emails do seu chefe com “Aqui é o Lucas”.

    Sua vida está um caos e você está louco para voltar para o escritório. Você não entende como alguém pode gostar de trabalhar em casa. É que, vamos lá, isso não é trabalhar de casa. Isso é um caos, uma tentativa de adaptação pós-apocalíptica, uma fase de transição, um aprendizado desesperado. Isso não é o novo normal. Isso não é sua vida daqui pra frente. Não, por favor, não.

    Sua vida está um caos e você está louco para voltar para o escritório. 

    Home office pode ser produtivo (muitas empresas estão reportando aumento de eficiência e satisfação nos funcionários) mas apenas se existe um método, uma organização. Contudo, com filhos, estamos misturando o escritório com creche, o trabalho formal com a função de professores, cuidadores, limpadores e cônjuges.

    Estamos em guerra. Guerra contra a montanha de louça suja na pia, guerra contra os brinquedos espalhados pela casa, guerra contra as aulas dos filhos que começam exatamente no meio da sua reunião importante.

    Pais, o que estamos vivendo não é hoje office. E o que nossos filhos estão tendo não é ensino à distância. É tudo adaptação, e temos que ser compreensivos uns com os outros - e as empresas, conosco! Executar os malabarismos de casa, crianças e trabalho pode nos tornar menos produtivos profissionalmente, mas é um trabalho de valor incalculável, que o PIB não mede e ninguém aplaude, mas é a função mais valiosa que já nos delegaram, criar nossos filhos, mesmo que no meio do caos.

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