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    HORA DE BRINCAR 

    Aproveite os últimos dias de férias para brincar e transmitir bons valores a seus filhos

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    Mário
    Por Mário Motta
    30/07/2019 - 06h45
    Brincando nas Férias.
    Foto: Divulgação

    Até o dia 2 de agosto (sexta-feira), o Sesc Santa Catarina desenvolve, em 21 cidades catarinenses, o projeto Brincando nas Férias. Com ele, oferece ao público infantil em recesso escolar opção qualificada de lazer, que contemple atividades de caráter lúdico educativo, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos. Em cada cidade, há um calendário específico envolvendo a temática proposta, oportunizando o brincar de forma divertida e educativa.

    A programação envolve brincadeiras tradicionais, como amarelinha, peteca, cama de gato, cirandas, pipa, elástico, carrinho de rolimã, bolhas de sabão, bambolê, pião, esconde-esconde, pega-pega, passa anel, entre outras. Além de jogos cooperativos, de tabuleiro e desafios, oficinas lúdicas, gincanas, caçadas, passeios, dinâmicas de integração, atividades esportivas e recreativas que estimulam o raciocínio lógico e a coordenação motora. Mesmo com as inscrições já encerradas (foram feitas antecipadamente) decidi trazer essa informação para, a partir dela, propor uma reflexão aos nossos leitores.

    Brincadeiras tradicionais, educação e cultura

    Retomo a relação de brincadeiras infantis tradicionais: amarelinha, peteca, cama de gato, cirandas, pipa, elástico, carrinho de rolimã, bolhas de sabão, bambolê, pião, esconde-esconde, pega-pega, passa anel, etc.

    Você consegue ver maldade por princípio em alguma delas?

    Que perigo pode oferecer um carrinho de rolimã, um pião, um bambolê ou, por exemplo, uma pipa?

    Uma PIPA?... Exatamente.

    Veja que, dependendo da forma como a brincadeira é transmitida ou ensinada, servirá para desenvolver na criança um futuro adulto equilibrado, educado e digno. Caso contrário, a bola de gude pode se transformar em munição para uma funda ou estilingue. O pião, que tem uma ponta feita com prego, também poderá oferecer perigo. Dependendo de onde e como o carrinho de rolimã for usado, oferece enormes riscos ao trânsito ou à criança...

    Perceba que todas essas inocentes brincadeiras poderão educar e divertir se forem transmitidas sob a ótica dos valores bons e corretos. Da busca da alegria do entretenimento, da sensibilidade e principalmente do respeito ao próximo. Que a pipa vá aos céus para permanecer lá em cima mantida pelo vento que a contrapõe, dando à criança no solo a sensação do comando e do maravilhoso alcance das alturas.

    O melhor da pipa não é derrubar a pipa do outro. Se te disseram isso um dia, por favor, esqueça!

    Sem uso de chilena ou cerol na linha, a brincadeira da pipa te dará muito mais prazer. Isso vale para qualquer outra brincadeira infanto-juvenil. Lamento que alguns adultos introduzam na mente das crianças esses valores absurdos de que só vale se for para DERRUBAR a pipa do outro, VENCER o outro, GANHAR do outro, enfim. Pobres de espírito esses mortais.

    Posso garantir que o prazer de manter a sua pipa no ar é possível e muito melhor do que derrubar a do próximo.

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