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CRAS 

Será que o Cras já percebeu a barraca de um morador de rua em sua porta?

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Por Mário Motta
11/07/2019 - 06h50 - Atualizada em: 11/07/2019 - 10h17
Será possível?.
Barraca do morador de rua. Foto: Marco Antônio Lomba/Arquivo Pessoal

Para evitar interpretações conflitantes, fui diretamente ao site do Ministério da Cidadania e dele trago as seguintes considerações sobre Centro de Referência de Assistência Social (Cras): "Cras é a porta de entrada da assistência social. É um local público, localizado prioritariamente em áreas de maior vulnerabilidade social, onde são oferecidos os serviços de assistência social, com o objetivo de fortalecer a convivência com a família e com a comunidade. Tem como público atendido: famílias e indivíduos em situação de grave desproteção, pessoas com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no Cadastro Único, beneficiários do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros".

Pois bem, tomando essa definição como base, vamos para essa foto do leitor Marco Antônio Lomba, feita na semana passada, mostrando uma barraca armada para dormir por um morador de rua, exatamente no espaço que serve como estacionamento do Cras do Jardim Atlântico (que hoje está instalado na Avenida Santa Catarina, esquina com Rua São Pedro, no Balneário).

É até possível (espero que sim) que o pessoal daquele Cras já tenha tentado retirá-lo das ruas, encaminhá-lo para uma situação melhor e não tenha recebido sua aquiescência. Mas, a negativa não lhe dá o direito de armar sua tenda para dormir exatamente ali, conflitando inteiramente com os objetivos que sustentam a existência da entidade.

Não tenho dúvida que há um choque estabelecido, pois se permite um, certamente terá que abrir espaço "na sua rua" para todos os que ali chegarem. E sua função é exatamente o contrário disso, não?

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