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    Entrevista

    "A Assembleia decidirá sobre municípios inviáveis em SC", diz Conselheiro e presidente do TCE

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    Moacir
    Por Moacir Pereira
    04/02/2019 - 04h30
    Conselheiro Adircélio Ferreira Junior, presidente do TCE-SC

    Confira a entrevista com Adircélio Ferreira Junior:

    Será hoje, às 17h, a posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Pela primeira vez, um técnico de carreira e titular de amplo currículo acadêmico e de cargos técnicos em órgãos estaduais e federais.

    Quais são suas metas na presidência do Tribunal de Contas?

    A principal prioridade é modernizar o Tribunal. Mudar a mentalidade do controle externo. O controle foi focado no procedimento, no meio. Acho que temos que priorizar o resultado. Procuraremos atuar em dois pilares: aprimorar a gestão pública, com orientação, recomendações; e combate às irregularidades no uso de recursos públicos. Vamos investir em inteligência e ampliar as informações estratégicas.

    Haverá mudanças internas?

    Vamos procurar fazer uma reorganização na Casa, uma reforma administrativa, antecipando-se aos problemas e atendendo aos cidadãos catarinenses. Vamos aumentar o uso das tecnologias de informação, aproveitando as empresas de ponta de software existentes no Estado. Valer-se da inteligência artificial da robótica. O grande objetivo é melhorar a boa administração pública.

    As causas dos processos: desinformação, negligência, corrupção?

    Tem de tudo! Há muitos processos por falta de orientação ou até de estrutura. Temos municípios em Santa Catarina que não se justificam do ponto de vista econômico, social e fiscal. A sociedade deve fazer este debate, a partir dos estudos do Tribunal de Contas, na gestão do conselheiro Dado Cherem. O municipalismo é importante, mas não pela quantidade.

    E como extinguir os municípios inviáveis?

    Vamos encaminhar os estudos à Assembleia e colocar o debate para a sociedade. O papel do Tribunal de Contas é analisar a questão econômica e administrativa. A decisão política é da Assembleia Legislativa.

    Como o senhor vê a informática dos municípios?

    Ela não atende adequadamente aos municípios, sob ponto de vista da gestão e nem o Tribunal, do ponto de vista do controle. O valor das contratações é expressivo. Este é o mérito da matéria. Agora, é analisar o projeto para definir a melhor alternativa. Considero um risco adotar um único sistema pelo Tribunal. Vamos abrir o debate, trazer a Acate (Associação Catarinense de Tecnologia) e fazer uma audiência pública.

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