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    Violência

    Caso de PM agredido em Jaraguá: as duas faces da Justiça

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    Por Moacir Pereira
    16/09/2019 - 19h28
    (Foto: Divulgação)

    A campanha que a Polícia Militar de SC vai fazendo para combater a impunidade de motoristas embriagados registrou no fim de semana uma ocorrência deplorável. Hélio Juvêncio Custódio Junior, alvo de uma blitz em Jaraguá do Sul, interceptado com civilidade, embriagado, partiu para agressões violentas contra os dois Policiais Militares. Soco e pontapés num deles, exigiu internamento hospitalar na cidade.

    Só foi preso com a ameaça do segundo PM de acionar uma pistola. Preso com a chegada de uma segunda viatura, foi levado à audiência de custódia. Ao final, a decisão infeliz do juiz plantonista, liberando o celerado, mediante pagamento de fiança de R$ 5 mil. Pior: o magistrado determinou ao comando da PM que investigasse a ocorrência.

    A decisão que só contribuiria para aumentar a sensação de impunidade e desestimular as autoridades policiais só não se consumou porque a perversa ação foi toda gravada.

    A agilidade do Delegado Fabiano Silveira, colhendo as imagens e a dos próprios policiais; e a rapidez do Márcio Cotta, culminando com a ágil decisão do juiz criminal Crystian Krautchychyn, reverteu tudo. O motorista teve a prisão preventiva decretada, prevalecendo a Justiça.

    O promotor Márcio Cotta resumiu no pedido: “Esses policiais pouparam uma vida”. Sem a blitz, o bêbado representava risco social.

    — Foi uma agressão covarde, uma tentativa de homicídio contra um policial militar e a sociedade – enfatizou com inteira razão o promotor.

    Ao invés de leniência, garantismo, a Polícia e Justiça têm que ser implacáveis com estes criminosos do volante tirando vidas de inocentes.

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