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Políticos: recesso para quê?

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Por Moacir Pereira
17/07/2019 - 04h30 - Atualizada em: 17/07/2019 - 07h20
(Foto: Pedro França / Agência Senado/Divulgação)

As atividades do Congresso Nacional entram em recesso esta semana. O Brasil mergulhado numa gravíssima crise, carente da aprovação de reformas urgentes, e o legislativo parado para descansar. Inacreditável!

Os Tribunais Superiores em Brasília não atuam desde o início de julho. Os ministros afogados de processos de interesse de toda a população e fica tudo engavetado até agosto. Realmente inconcebível!

Neste caso, mais uma vez, o Judiciário de Santa Catarina dá outro exemplo. Há muito tempo o recesso do judiciário deixou de existir.

E o que dizer das Câmaras de Vereadores de todos os municípios que deixam de trabalhar esta semana? E a Assembleia Legislativa do Estado que não terá sessões nos próximos 15 dias?

O recesso parlamentar é uma prática do passado que não resiste aos novos tempos. Esta folga foi criada numa época em que os eleitos se mudavam com suas famílias para Brasília.  Limitavam, assim, os contatos com os Estados e municípios. O recesso de julho permitiria a retomada dos contatos dos parlamentares com suas bases.

O senador Jorginho Melo sugeriu ao presidente do Senado a suspensão do recesso, mas ouviu reações maiores dos colegas do norte e nordeste. Contestou, mostrando que estes contatos com as bases hoje acontece toda semana. 

O Brasil quer mudanças. Que inclua já recessos abusivos.

Leia também: Ministro Onyx fala sobre reforma da Previdência em visita a SC

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Principal nome do jornalismo político catarinense, é respeitado pela classe assim como nos campos empresarial e jurídico. A exclusividade de suas notícias se reflete na sua credibilidade.

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